Os moradores de Valparaíso de Goiás e de todo o Entorno de Brasília não aguentam mais as frequentes interrupções no fornecimento de energia elétrica.

A Companhia Energética de Goiás segue prejudicando diariamente milhares de pessoas, principalmente, os comerciantes e empresários da região que sofrem com as sistemáticas quedas de luz. Os problemas aumentam e o cidadão sofre no bolso com as irregularidades no serviço da Celg.

No ano de 2013, a Celg foi considerada a pior distribuidora de energia elétrica do país, é o que apontou uma pesquisa realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão responsável pela fiscalização nacional nesta área. Segundo a Aneel, a Celg teve a pior qualidade do serviço prestado naquele ano.

Não é novidade para ninguém que a péssima qualidade no serviço é consequência da falta de investimentos nos últimos anos. E quem sofre com a omissão do Governo de Goiás é o povo do Entorno Sul. Todas as cidades desta localidade estão sendo atingidas com apagões diários no sistema de energia elétrica. O fato que mais revolta os cidadãos é a falta de transparência da Celg na justificativa do problema.

Aliás, falando de governo, o Estado para se safar desta bomba-relógio, já encaminhou a venda e privatização da Celg. Assim, assinando o seu atestado de incompetência na gerência da companhia de energia elétrica. No entanto, longe dos valores e desta trama toda, quem segue pagando caro por um serviço vergonhoso é o cidadão de bem. Este é o resultado gerado pela má administração e sucateamento de uma empresa que deveria orgulhar Goiás.

Vale a pena alertar a população de Valparaíso e região sobre a necessidade de buscar seus direitos através dos órgãos competentes. Há um tempo, na cidade de Jaraguá, devido as constantes quedas de luz, o Ministério Público ajuizou uma ação onde determinava que a Centrais Elétricas de Goiás (Celg) pagasse multa de R$ 5 mil todas as vezes que houvesse queda de energia elétrica no município do interior goiano.

Não adianta só reclamar, os consumidores de Valparaíso, Novo Gama, Cidade Ocidental e Luziânia que se sentirem lesados ou tiverem prejuízos decorrentes do serviço vergonhoso prestado pela Celg, devem procurar o PROCON, a Aneel e até mesmo o Ministério Público, em busca de terem seus direitos respeitados e garantidos.

Por Marcelo Carlos