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Valorize a doméstica

Hoje dia 27 de abril é Dia da Secretária do lar que mantém sua residência e muitas vezes sua família em harmonia.

Dia 27 de abril não é um dia qualquer para mais de 6,158 milhões de brasileiras que trabalham como domésticas em lares de todo o Brasil. Mesmo sendo umas das profissões mais antigas do país, o trabalho doméstico só atingiu patamar equivalente aos das demais categorias de trabalhadores há apenas oito anos, em abril de 2013, após a promulgação da Emenda Constitucional nº 72, também chamada de PEC das Domésticas.

Esse dispositivo, regulamentado em 2015 pela Lei Complementar nº 150, que estendeu aos trabalhadores domésticos direitos como jornada semanal de 44 horas, FGTS, multa por dispensa sem justa causa, adicional por trabalho noturno, salário-família, entre outros.

Para Maria de Fátima de 40 anos, a profissão é sua aliada desde os seus 15 anos de idade, atuação essa que te sustenta diariamente e a fez criar seus dois filhos praticamente sozinha.

(Arquivo pessoal)

“Desde que me entendo por gente trabalho como doméstica, já fui babá e costuro. Mas ser a secretária de vários lares foi o que me sustentou até aqui. Com essa profissão consegui construir minha casa, ajudar meus filhos na educação além de todas as necessidades básicas.”

Maria conta que já passou por situações desumanas, mas o objetivo de vencer e dar a sua família o que ela não teve nunca a deixou desistir. “Eu acredito que o estudo é a única coisa que podemos conquistar e ninguém nunca vai poder nos tirar, dei e dou a meus filhos todas as oportunidades de crescimento, incentivo a serem pessoas melhores e conquistarem seus sonhos e tudo isso eu consigo graças a minha profissão. Tenho muito orgulho de quem sou e daquilo que eu fiz e faço, procuro sempre a melhoria. E espero que sejamos cada vez mais valorizadas, pois se sua roupa e casa estão limpas são graças a pessoas como eu. Se seus filhos estão alinhados sua comida feita são por pessoas como eu que cuidam de seus lares”. Afirma Maria.

Afirma ainda que “Existem residências que não tinha oque comer, outras que contavam os ovos e talheres para que eu não pegasse. Uma afronta nunca precisei roubar nada de ninguém. Existem momentos que a vontade é de explodir, mas não posso a vida exige que eu seja paciente.” E complementa “Não é toda residência assim, hoje trabalho com alguém que faz mais do que precisa e sou muito grata”.

Alô Valparaíso/Com informações