Analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC) melhoraram pela terceira semana seguida as previsões para o desempenho da economia este ano: o recuo deve ser de 3,25% ante os 3,30% da pesquisa anterior. Para o ano que vem, a expansão esperada passou de 1% para 1,10%. Já a expectativa para a inflação de 2016 foi mantida em 7,26%. Em 2017, a taxa deve ficar em 5,30% — 0,10 ponto percentual abaixo do que era previsto no informe anterior.

Com esses números nas mãos o senador Wilder Morais  avalia que a crise ainda afeta muitos brasileiros, que perderam os seus empregos e sofrem as consequências imediatas da estagnação econômica que o País enfrenta desde o ano passado, mas agora começa a dar sinais de mudanças. “Reiteradas vezes tenho afirmado que resolvido o problema político, a economia do País começaria a dar sinais de resgate”, afirmou Wilder.

Segundo Wilder Morais, os empresários precisam de segurança jurídica e equilíbrio na política para voltarem a investir. O Brasil, até o afastamento da presidente Dilma Rousseff não podia oferecer as duas coisas, conforme o senador. “Hoje temos um cenário melhor, com mais segurança para quem deseja investir, gerar empregos e renda. Acho que no final desse ano já teremos um quadro bem melhor para os trabalhadores e, especialmente, para os empresários”, previu o senador.

De acordo com o levantamento semanal do BC, mais uma vez o mercado espera uma melhora da atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) deve encolher 3,25% este ano. No levantamento divulgado na segunda-feira passada, os analistas esperavam que a economia recuasse 3,30%. A melhora na expectativa acontece apesar de, na semana passada, o BC ter divulgado que a economia brasileira encolheu 0,51% em maio — o pior resultado desde janeiro. Os economistas apostavam numa leve queda do Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br) por causa do desempenho dos índices setoriais. Ainda de acordo com os analistas, a economia deve avançar mais no ano que vem do que o esperado na semana anterior. A expansão deve ser de 1,10%.

Já a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano foi mantida em 7,26% após duas semanas de quedas. Se a previsão se confirmar, a taxa chegará a dezembro mais uma vez acima da meta do governo, que é de 4,5%, podendo variar dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Em 2015, a inflação ficou em 10,67%.

Os analistas reduziram a previsão para a inflação de 2017, passando de 5,40% na semana passada para 5,30%. Foi a terceira queda consecutiva na expectativa do mercado para o índice oficial de preços do ano que vem. O resultado previsto está dentro do limite estipulado pelo governo, que é de 6%, já que a meta para o ano que vem também é de 4,5%, mas a margem de tolerância foi reduzida de dois pontos para 1,5 ponto para cima ou para baixo.

“Como podemos ver, todos os indicadores nos mostram que o cenário futuro é de melhorias. Vamos avançar com uma agenda positiva, de retomada de obras, de previsão de crescimento e geração de empregos. É tudo que o País precisa nesse momento”, afirmou Wilder.

Ainda de acordo com o senador, o Brasil tem pressa e os trabalhadores querem os seus empregos de volta. Empresários também estudam o ambiente no País para voltar a investir. 

Por Thiago Queiroz