Muitos servidores municipais afirmam que estão abertos ao diálogo, porém, cobram da Prefeitura Municipal de Valparaíso de Goiás à concessão do reajuste salarial de 11,28%. O reajuste é um direito dos trabalhadores e está previsto na Lei Nº 819 que foi assinada em outubro de 2009 pela ex-prefeita Lêda Borges.

A pressão é grande e um grupo de servidores já questiona o trabalho de Olízia Alves, presidente do Sindsepem-Val, sindicado responsável por representar os funcionários públicos ao longo dos anos no município. A representante sindical é acusada de “comer a mesa do governo da prefeita Lucimar (PT)” e de não se posicionar a favor da categoria.

“É uma vergonha. O governo petista não cumpre com a Lei e nós servidores ficamos sem reajuste da Data-Base. O sindicato cutista/petista inoperante senta-se e come à mesa do desgoverno, não se posiciona favorável aos trabalhadores, e segue dando justificativas sem fundamentos ao indefensável governo”, disse Adriany Brandão.

Para Adryanno do Vale, servidor municipal, a última Assembleia realizada na sede do Sindsepem-Val, foi um dia vitorioso para a militância sindical. De acordo com ele, a data foi marcada pela demonstração de união de várias categorias, dentre elas professores, auxiliares administrativos, merendeiras, agentes de vigilância, motoristas, fiscais, auxiliares operacionais, servidores da saúde em geral.

“A Assembleia da semana passada apresentou a nossa força. Os servidores conseguiram ter voz diante da Direção sindical, atestando assim, que as decisões do Sindicato devem atender aos anseios dos seus associados e não atendendo as imposições do governo. Os servidores desta cidade deram uma verdadeira lição de que a luta trabalhista mesmo sendo árdua é feita, com independência e autonomia”, ressaltou Adryanno.

A militância do Movimento de Base, grupo opositor a atual direção do Sindsepem-Val, garante que não irá aceitar em hipótese alguma políticos que queiram fazer a ação de palanque político.  O proletariado também aguarda que a próxima Assembleia traga boas notícias e que junto com elas venham o reajuste de 11,28% inflacionado no INPC dos últimos 12 meses.

Caso o reajuste salarial não venha, possivelmente, uma greve será iniciada no serviço público municipal, é o que afirmam muitos servidores.

Por Marcelo Carlos