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Seja, sinta e veja Latinidade Afro

Cantora se inspira na cultura brasileira, e lançara um projeto que tem o objetivo de ser ação, afeto e cura.

Sarah Lima de, 25 anos, se formou em música  na Universidade de Brasília, e continua estudando e se aperfeiçoando a cada dia. Hoje dedica cada parte de si para dar vida ao seu projeto Latinidade Afro “nossa proposta é valorizar a cultura latina, bem como nossa música brasileira, indígena, e de outros países latinos, em junção com a música africana, afro house, afro beat, dentre outros gêneros do continente. No início de tudo a intenção era apenas criar um single, e fui convidada pelo meu querido amigo DJ Afrika, para compor uma música com um beat que ele havia criado, juntos demos vida a letra e melodia da canção, até então eu nunca havia me enxergado como compositora. Mas aos poucos o desejo de me expressar através das canções próprias foi aumentando, novas melodias nasceram, e com o incentivo e estímulo de amigos que já atuam na área, criei coragem para investir no primeiro passo da construção da minha carreira como cantora”.

A artista afirma que seu EP  terá material próprio, uma identidade visual pensada,  uma originalidade musical e o desejo de tocar as pessoas através do som. “Estou muito feliz por poder contar com parcerias incríveis que têm acreditado no projeto e ajudado na criação e realização desse sonho, porém, uma das barreiras que temos encontrado é a dificuldade de  trabalhar de forma independente, pois a limitação no orçamento financeiro muitas vezes nos limita ao acesso a qualidade de serviços e investimento no mercado e indústria musical”.

(Imagem:Clara Molina/Reprodução)

O objetivo da cantora é mostrar através do som para que veio ao mundo, desenvolver ao longo do tempo um trabalho visual e sonoro com identidade original, e brasileiro, que valorize a riqueza da nossa cultura e reconheça as fortes influências indígenas e africanas que nos constituem. Quer alcançar um público que se identifique com essa mensagem, e que consiga refletir, se questionar, mas também dançar, sorrir e chorar com a sua música, além de conseguir tocar as pessoas através do corpo em movimento e o coração representado. Cantar sobre dores e amores, sobre paz e revolta, sobre luta e aceitação, “questões que nos são pertinentes como seres humanos, somos feitos de água e fogo, do bem e do mal, quero expressar minha arte através das nossas verdades, medos e prazeres de ser o que somos no mundo. Ao mesmo tempo que tenho em mente me realizar como profissional e artista, também tenho o objetivo de vender, de transformar minha paixão em um produto que me dê retorno financeiro, pois preciso sobreviver e viver para criar e produzir constantemente”. Finaliza Sarah.

E como ser humano não possui grandes ambições materiais ou de posses, mas sim de se realizar no mundo artístico, isso é o que lhe move até hoje o que lhe motiva e o  lhe faz criar,

“Procuro focar em bons sentimentos e em características que me tornam melhor, eu comigo mesmo, e eu com os outros, o respeito, o altruísmo, a empatia, a sensibilidade de saber ouvir, a resiliência, e coragem para ser quem é, sem medo do olhar alheio. Me permitir auto perdão, me permitir cura, ajuda, sucesso, aceitar o que vem de bom e ruim para o crescimento, não focar nos meus traumas, mas resolvê-los e tratá-los, não parar diante dos obstáculos, mas me reinventar e ressignificar minha vivência”. 

A brasileira

A musicista foi criada no evangelho e a música sempre esteve presente, seus pais e irmãos estão envolvidos com o som mas nenhum quis seguir a música como profissão. Como inspiração a artista tem músicos brasileiro que mudaram a trajetória da nossa música nacional tais como Elis Regina, Sandra de Sá, Elza Soares, Djavan, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Gonzaga, Pixinguinha,Tim Maia, Cássia Eller e o outros importantíssimos para a construção da nossa história musical. 

Se apresentou em diferentes eventos particulares de Brasília, e participou da banda baile DF music, “sou muito grata pelo tempo de experiência de palco que tive com essa banda, os músicos são muito profissionais e o show apresentado é incrível visual e musicalmente, vale muito a pena conhecer o trabalho deles”. Em 2018 representou o Brasil no festival Ethnos Sweden, na cidade de Rativik, Suécia.  Essa viagem internacional representando nossa música, foi de longe sua melhor experiência como cantora até hoje, se sentiu muito honrada e abençoada por poder levar o samba de roda para tão longe, e ainda conseguir essa realização por intermédio de um professor de música da Universidade de Brasília, que acreditou no seu potencial e tornou um sonho concreto.

Sarah Lima pretende lançar seu EP até o final do ano, para isso precisa muito da ajuda do pessoal financeiramente e divulgando, basta entrar em contato pelo telefone 9 8326-7741  e para ficar ligado em sua trajetória siga nas redes @sarahlima_canto.

Alô Valparaíso/