Compartilhe esta matéria!

Saúde recebe notificações de surtos da síndrome mão-pé-boca em três escolas municipais de Goiânia

Doença é altamente contagiosa, causa febre, vômito, diarreia, manchas e feridas que podem ser dolororsas, segundo a pasta.

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) registrou que três escolas da capital notificaram surtos da síndrome mão-pé-boca (SMPB). Diante da situação, a pasta divulgou uma nota com orientações sobre como evitar a doença e agir em casos de contágio.

Os nomes das escolas municipais que notificaram os surtos e quantas crianças foram contaminadas não foram divulgados. A reportagem solicitou a informação à SMS, por mensagem, no início da manhã desta sexta-feira (26) e aguarda retorno.

Segundo a SMS, considera-se surto da doença a partir de dois casos identificados em locais fechados – como escola, berçários, entre outros. A transmissão acontece por meio das fezes ou gotículas de saliva e muco nasal, inclusive em contato com superfícies contaminadas.

Mão-pé-boca causa bolhas e feridas — Foto: Divulgação/SMS de Goiânia
Mão-pé-boca causa bolhas e feridas — Foto: Divulgação/SMS de Goiânia

A pasta alerta que a doença é “altamente contagiosa”, por isso é necessário evitar contato com as pessoas contaminadas – as crianças não devem ir à escola, por exemplo. O período de transmissão, segundo a SMS, é de cerca de três semanas.

Os sintomas mais comuns, segundo a secretaria, são:

  • Febre alta (de 38°C a 39,5°C);
  • Manchas vermelhas com bolinhas brancas ou cinzas na boca, amigadalas e faringe (elas podem evoluir para feridas dolorosas);
  • Pequenas bolhas nas palmas das mãos, rosto, punhos, plantas dos pés, nádegas e região genital;
  • Vômitos e diarréia.
Síndrome mão-pé-boca — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Síndrome mão-pé-boca — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A SMS lembra que a doença é mais comum em crianças de até seis anos, mas pode contaminar adultos também. A pasta orientou os pais a procurarem um médico se os sintomas aparecerem.

A secretaria repassou algumas medidas preventivas que devem ser adotadas nos casos de surto, já que não há vacina contra a síndrome.

  • Pessoas com sinais e/ou sintomas de SMPB não deverão frequentar escolas ou creches até liberação médica para o retorno (normalmente até o desaparecimento de todos os sintomas);
  • Todo caso da síndrome deve ser encaminhado ao serviço de saúde para diagnóstico e orientações quanto ao tratamento e controle;
  • Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas, é importante orientar cuidadores, educadores e pais a lavarem as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro e antes de manusear alimentos;
  • Disponibilizar sabão líquido e papel toalha nas pias onde são realizadas a higienização das mãos das crianças e colaboradores e o álcool em gel em locais que não têm pia;
  • Manter o ambiente escolar sempre bem arejado e realizar a limpeza das superfícies (mesas,carteiras, bancadas, brinquedos, maçanetas, bebedouros, etc) três vezes ao dia com água e sabão e, em seguida, passar o álcool 70% com pano seco;
  • Roupas comuns e roupas de cama podem ser fonte de contágio, por isso devem ser trocadas e lavadas diariamente;
  • Brinquedos também devem ser lavados com frequência e não devem ser compartilhados;
  • Trocar a fralda com luvas e higienizar as mãos após a troca;
  • Descartar adequadamente das fraldas e quaisquer materiais sujos com fezes;
  • Evitar o contato (beijos, abraços, compartilhamento de utensílios) com pessoas contaminadas.

Alô Valparaíso/Com as informações Agência Brasil