Na madrugada da última sexta-feira (06), mais uma situação lamentável aconteceu no Centro de Atendimento Integrado à Saúde (CAIS), em Valparaíso de Goiás. Uma mulher que aguardava atendimento médico se revoltou com a demora  e acabou sendo conduzida à delegacia, isto após receber voz de prisão de um médico.

Durante a confusão, a Polícia Militar do Estado de Goiás foi acionada. Os policiais chegaram ao local e algemaram a mulher que se encontrava bastante nervosa. Logo em seguida, levaram a paciente até a 2ª Delegacia de Polícia de Valparaíso-GO. 

“Meu filho também está gripado. Minha esposa está saindo dali passando mal, veio para ser atendida e está saindo presa”, afirmou o esposo da paciente Marcela Xavier. 

De acordo com o Sargento da Polícia Militar, Edson Victor, houve desacato e por isso a mulher precisou ser encaminhada à delegacia. “Deveríamos deslocar para cá com tranquilidade. Como não houve esse tratamento com tranquilidade, houve a medida coercitiva”, esclareceu.

Segundo a Secretária Municipal de Saúde de Valparaíso, o caso da paciente não pode ser considerado como emergencial e informa que a cidadã aguardou por mais de uma hora pelo atendimento.

O médico Brício Leite, o responsável pela voz de prisão, afirmou a equipe da TV Anhanguera que ele e vários funcionários do CAIS foram desrespeitados. 

A mulher depois de prestar depoimento resolveu desabar. “A gente é certo, a gente procura ser honesta, ser direita, não cometer nenhum tipo de erro. A gente vai ao hospital e sai de lá algemada, isso é muito triste”, comentou.

A paciente Marcela Xavier também disse a TV Anhanguera que estava apenas sendo atendida quando os policiais a prenderam.  “Eu falei para ele que eu não tinha desacatado, que eu só queria atendimento porque eu estava doente. Ele me enforcou  e eu falei para ele ‘não pega no meu pescoço que eu estou com a garganta inflamada’ e ele ‘não estou nem aí”, relatou.

A legislação brasileira prevê que qualquer cidadão pode dar voz de prisão quando perceber que um crime está sendo cometido. Mas isso não quer dizer que a prisão será consumada.

Por Marcelo Carlos (Informações TV Anhanguera)