“A coisa tá feia, a coisa tá preta”, começamos essa matéria com um trecho de uma música do violeiro Tião Carreiro, para falar da crise econômica enfrentada por Valparaíso de Goiás, município localizado no Entorno do Distrito Federal.


A situação atual encarada pela jovem cidade goiana não é fácil, tanto que no fim do último ano, vários cortes foram realizados na Gestão comandada pela prefeita Lucimar (PT). Entre os gastos cortados estão aluguéis com valores avantajados, de prédios antes utilizados por algumas secretarias municipais.

Prestadores de serviços e fornecedores do Governo Municipal, também contestam compromissos não honrados e pagamentos atrasados. A questão abrange outras áreas, e uma delas é a educação da cidade que, enfrenta o atraso nos vencimentos de convênios. No último ano, professores inclusive fizeram paralisações em algumas instituições.

Nos bastidores políticos fala-se que assumir a Prefeitura Muncipal de Valparaíso, em 2017, seria um verdadeiro presente de grego. Que é preciso ter coragem para colocar a nome a disposição de uma cidade carente de recursos financeiros e com os cofres vazios.

E para piorar, segundo um boato que circula na cidade, a Prefeitura, sem dinheiro, no ano passado, teria feito um empréstimo no Banco Itaú, para pagar os servidores públicos municipais. A ‘informação’ é conflitante, pois a questão antes deveria passar e ser discutida pela Câmara Municipal. O art. 69 inciso IV da Lei Orgânica Municipal diz que: “Contrair Empréstimos e realizar operações de crédito”, só deve ser feito “mediante a prévia autorização legislativa”.

Em entrevista concedida ao Jornal Opção, no mês de setembro, a prefeita Lucimar Nascimento, afirmou que estaria usando sua criatividade para enfrentar a crise econômica.

Por Marcelo Carlos (foto da internet)