Com início de dezembro, a prefeita Lucimar Conceição do Nascimento (PT), entra no seu último mês de mandato na prefeitura de Valparaíso de Goiás, importante município localizado no Entorno do Distrito Federal.

A petista chegou ao governo municipal, após derrotar a ex-prefeita Lêda Borges (PSDB), atual deputada estadual licenciada e titular da Secretaria Cidadã. Naquele ano de 2012, Lucimar foi eleita com 29.350 votos (56,00%).

Depois de ser bem avaliada em seu primeiro ano de mandato, a atual prefeita enfrentou crises que assolaram sua gestão, trocando inúmeras vezes titulares do secretariado local, seja por incompetência de gerenciamento dos mesmos ou devido às negociatas políticas que viraram a grande marca do governo do PT.

Contudo, a petista tornou-se mais uma vítima da grande crise financeira que levou adversidades aos prefeitos de diversos municípios brasileiros. Em Valparaíso não poderia ser diferente, haja vista que faltaram recursos para levar uma melhor qualidade de vida aos moradores da cidade, fato que não isenta Lucimar de ter tomado decisões precipitadas e de ter errado como prefeita à frente do Poder Executivo Municipal.

A população valparaisense reclama que muitas promessas de campanha de Lucimar não se tornaram realidade e garante que este é o principal motivo que vetou a sua reeleição, em 2016.

No início do ano, um jornal da capital, apontou a prefeita de Valparaíso como à pior do Entorno de Brasília. Segundo enquetes internas da oposição, a petista tem aproximadamente 90% de rejeição do eleitorado valparaisense.

Ao fim do governo do Partido dos Trabalhadores, Lucimar Conceição do Nascimento parece não deixar saudade e terá que se reinventar como liderança, caso queira voltar a representar o povo de Valparaíso em qualquer cargo político.

Diante de um quadro desfavorável, Pábio Mossoró (PSDB), o novo prefeito eleito com 27.984 votos (51,76%), tomará posse no próximo dia 1º de janeiro de 2017. O tucano deverá matar um leão por dia, pois assumirá uma prefeitura cheia de dívidas e um município completamente abandonado.

Por Marcelo Carlos