Em 2014, mesmo com a crise político-econômica começando a abalar o Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) goiano – índice que mede todas as riquezas do País – cresceu 1,9%, taxa bem superior a média nacional que ficou em 0,5%. Naquele ano, foram movimentados R$ 165,015 bilhões no Estado, envolvendo os recursos aplicados na agropecuária, na indústria e nos serviços.

Os dados consolidados do PIB goiano e brasileiro de 2014 foram divulgados nesta segunda-feira, dia 28, simultaneamente, pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A participação de Goiás no PIB nacional foi de 2,9%. Com isso, o Estado manteve-se na 9ª posição no ranking nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal. Já o PIB per capita dos goianos atingiu o valor de R$ 25.296,60 e fez com que Goiás ficasse na 10ª colocação em 2014, ganhando uma posição em relação a 2013 (11º lugar).

A superintendente do IMB/Segplan, Lillian Prado, lembra que o ano de 2014 foi marcado por cortes nos investimentos, pelo encolhimento do mercado de trabalho, pela redução no consumo das famílias e pela queda na confiança dos empresários. Mesmo assim, a economia goiana ainda cresceu 1,9%, quase quatro vezes o índice da taxa nacional (0,5%).

Setores

O setor industrial foi a alavanca do crescimento do PIB goiano em 2014, com taxa de 2,2%, seguido de serviços (1,7%), enquanto a agropecuária teve recuo de 1%. Na indústria, o carro-chefe foi o segmento de transformação que expandiu 5,1%, com destaque para as produções de alimentos e bebidas (açúcar cristal, carne bovina, leite em pó, produtos derivados de soja e cervejas e chopes). Também registraram aumento de produção as indústrias de biodiesel e etanol, produtos químicos, máquinas e equipamentos e confecção de artigos de vestuário.

O crescimento de 1,7% do setor de serviços, o que detém a maior participação (65,6%) na estrutura do valor agregado estadual, foi puxado pelos segmentos de informática, artes, cultura, esportes e recreação; intermediação financeira, de seguros e previdência complementar; serviços de alojamento e de transportes, além de armazenagem e Correios.

Já a atividade agropecuária teve seu resultado impactado pelas condições climáticas ocorridas naquele ano e pela grande dependência da demanda externa, que esteve refreada, pela queda de preços das commodities e pelo arrefecimento da economia chinesa. Mesmo assim, a agricultura goiana apresentou crescimento de 0,4%, mas a pecuária recuou 3,5%.

Em 2014, as exportações goianas caíram 0,9%, em comparação ao ano de 2013, e as importações também diminuíram 8,7%. O saldo da balança comercial goiana foi positivo e contabilizou US$ 2,56 bilhões. No ano em análise, foram criadas 5.137 novas vagas de trabalho em Goiás, com aumento de 0,3% na relação com 2013.

Pelos dados do IMB/Segplan e IBGE, referentes a 2014, Goiás continua sendo a segunda maior economia do Centro-Oeste, com 30,4% do bolo, atrás apenas do Distrito Federal com 36,4%. O Mato Grosso detém 18,7% e o Mato Grosso do Sul, 14,5%. A economia do Centro-Oeste aumentou sua participação no Brasil, passando de 9,1% do total para 9,4%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no País, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Os dados consolidados são divulgados pelos órgãos governamentais com dois anos de defasagem. Agora em 2016 está se propagando o PIB de 2014.

Da Redação (com as informações do Goiás Agora)