Após uma desenfreada urbanização, acompanhada de um crescimento descontrolado e sem nenhum planejamento da região, pouquíssimas áreas verdes restaram em Valparaíso de Goiás, cidade goiana com quase 200 mil habitantes localizada no Entorno do Distrito Federal.

O desrespeito ao patrimônio natural municipal preocupa a sociedade valparaisense e tem deixado muitos ambientalistas em estado de alerta. Atualmente, o caso que mais chama a atenção trata da criação do Parque Ecológico do município. A situação vem sendo fiscalizada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e desperta a curiosidade de muitos populares.

Os moradores da cidade cobram uma resposta da Prefeitura Municipal e querem ações imediatas que garantam a implantação da Unidade de Conservação Ecológica localizada às margens da Rodovia BR-040. No entanto, a criação do Parque Ambiental da Matinha, garantido pela Lei de Nº 368/2002, está longe de acontecer e causa revolta em vários seguimentos da sociedade.

De acordo com Antonio Alves, morador do bairro Morada Nobre, o que se vê nos arredores do espaço destinado a preservação do meio ambiente, causa espanto e indignação naqueles que prezam pela qualidade de vida da população local. O ecologista cita a construção de um grande empreendimento comercial, que está sendo erguido ao lado da área destinada ao Parque Ambiental e que já foi nomeado como Shopping Popular.

“Somos testemunhas da omissão da Prefeitura de Valparaíso. Uma das últimas áreas verdes existentes na cidade pode estar com os dias contados e mais uma vez a natureza corre o risco de ser derrotada pela ganância do homem por dinheiro”, concluiu Alves.

Parque

Foto: Marcelo Carlos – Parque Ambiental é esquecido ao lado da construção de shopping em Valparaíso.

Maria José, moradora do Parque Esplanada II, afirma que a legislação não está sendo respeitada e contesta a falta de sinais que indiquem ações da Prefeitura Municipal que objetivem a efetivação do Parque Ambiental. “Não vejo trabalho e muito menos interesse das autoridades políticas em garantir a preservação desta e de outras áreas na cidade. Espero que este caso não seja mais uma tragédia prestes a ser consumada”, relatou Maria.

Em virtude do esquecimento do tema, a nossa reportagem resolveu atender aos pedidos temerosos de inúmeros munícipes, com o objetivo de reavivar a atenção do Poder Público para a importante questão. Esperamos que a Lei de Nº 368/2002 seja cumprida, pois estaremos sempre de olhos abertos, até que o Parque Ambiental da Matinha torne-se uma realidade favorável ao meio ambiente e de grande valia para Valparaíso de Goiás.

Por Marcelo Carlos