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Pacientes sem vacina contra Covid são 74% dos mortos no Hospital de Campanha de Ceilândia, no DF

Dos 226 óbitos na unidade, 167 pacientes não tinham sido imunizadas. Secretaria de Saúde reforça necessidade da dose de reforço para aumentar proteção.

Leitos para pacientes de Covid-19 no Hospital de Campanha de Ceilândia, no DF — Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília
Leitos para pacientes de Covid-19 no Hospital de Campanha de Ceilândia, no DF — Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

Entre as 226 pessoas que morreram por causa da Covid-19 no Hospital de Campanha de Ceilândia, no Distrito Federal, 167 não haviam tomado nenhum dose da vacina contra a doença – o que representa 74% dos casos. Os dados consideram o histórico da unidade, desde a inauguração, em 25 de maio, e foram divulgados nesta quinta-feira (21), pela Secretaria de Saúde (SES).

O secretário-adjunto de Assistência à Saúde do DF, Fernando Erick Damasceno, diz que os números “mostram que a suscetibilidade daqueles não imunizados é um grande fator de risco, não só o individual, mas o coletivo”.

“Venham para a campanha de vacinação, estejam vacinados, reforcem a dose a partir de seis meses da segunda dose que isso está sendo uma medida de extrema eficiência para o controle da pandemia” , pediu Damasceno.

“Venham para a campanha de vacinação, estejam vacinados, reforcem a dose a partir de seis meses da segunda dose que isso está sendo uma medida de extrema eficiência para o controle da pandemia” , pediu Damasceno.

A dose de reforço, voltada para pessoas com 60 anos ou mais, é uma das medidas tomadas para aumentar a proteção contra o agravamento da doença entre os que já estão imunizadas (saiba mais abaixo).

De acordo com os dados da SES, entre os óbitos no Hospital de Campanha de Ceilândia, 15 tinham tomado uma dose da vacina e 44 haviam recebido as duas doses. Mas os especialistas alertam que a vacina ainda é a medida mais eficaz contra a Covid-19.

“A partir do momento em que a taxa de mortalidade começou a se evidenciar, ao longo do tempo, pra quem já tinha tomado a vacina, o Ministério da Saúde começou a recomendar que todas as pessoas que já tinham acima de 60 anos poderiam tomar a dose de dose de reforço para aumentar o processo de imunização”, aponta o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

Dose de reforço

Os postos da capital oferecem a dose de reforço para pessoas de 60 anos ou mais, além de profissionais de saúde, desde que já tenham completado seis meses desde o recebimento da segunda dose ou dose única. Os grupos são atendidos diariamente, sem necessidade de agendamento.

A Secretaria de Saúde do DF ainda oferece um serviço domiciliar para idosos acamados. Para que uma equipe vá até a casa da pessoa, basta solicitar pelo site da pasta ou em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS).

Há também dose adicional da vacina para imunossuprimidos graves (veja lista abaixo). O serviço é para quem tomou a segunda dose ou dose única há, pelo menos, 28 dias.

A aplicação extra é, preferencialmente, realizada com dose da Pfizer, independentemente do imunizante recebido anteriormente. Mas também pode ser ministrada com o imunizante da AstraZeneca, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Quem são os imunossuprimidos graves?

  • Usuários de medicamentos com Metotrexato, Leflunomida, Micofenolato de mofetila, Azatiprina, Ciclofosfamida, Ciclosporina, Tacrolimus, 6-mercaptopurina, infliximabe, etanercept, humira, adalimumabe, tocilizumabe, Canakinumabe, golimumabe, certolizumabe, abatacepte, Secukinumabe, ustekinumabe ou Inibidores da JAK (Tofacitinibe, baracitinibe e Upadacitinibe);
  • Pessoas com imunodeficiência primária grave;
  • Pacientes de quimioterapia para câncer;
  • Trasplantados de órgãos sólidos e de células tronco e medula óssea;
  • Pessoas com HIV e CD4 <350 células/mm3;
  • Pacientes em hemodiálise;
  • Pessoas com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas, como reumatológicas, autoinflamatórias e doenças intestinais inflamatórias.

Alo Valparaíso/G1