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Os dias santos virão

A banda Arcablues, lançou seu primeiro single “Dia santo” em 2020 e agora vai lançar o clipe para acompanhar este single que conta  da força da mulher para enfrentar as adversidades

A vocalista Mel di está na banda Arcablues desde 2016, e conta a experiência de ser uma cantora em nossa capital, além dos desafios diários e dos novos lançamentos. “Nosso single “Dia Santo” é nossa primeira música autoral. A Arcablues lançou este primeiro trabalho em 2020 nas plataformas pessoais dos integrantes e nas Redes da Banda, como Youtube e Instagram. A música fala da força da mulher para enfrentar as adversidades ou “os blues” que a vida lhe apresenta. A música é uma grande base de enfrentamento a essas adversidades em forma de pesadelos. Cássia Eller aparece como uma referência na música, mostrando esta atmosfera do universo feminino, da solidão, do lidar com as emoções que surgem de vários processos do “ser mulher”. O clipe se vale por vezes de uma linguagem onírica para apresentar o jogo entre pesadelo e superação. O clipe de “Dia Santo” tem previsão de lançamento para agosto de 2021 e tem sido viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc. A produção está a todo vapor para entregar uma identidade visual que captura a ideia da letra e a harmonia da música, uma mistura deste ambiente feminino, tanto luz e sombra, como a vida se apresenta todos os dias, a superação de cada um”. Completa a vocalista. 

A banda Arcablues conta com 5 integrantes sendo Mel a única mulher entre eles FOTO: Anna Novais

Além do novo clipe a vocalista e a banda tem outros projeto como a BSBblues Session, com duas edições, 2018 e 2019 com a Banda Arcablues e Blues Dellas, que é um projeto exclusivo de cantoras de blues de Brasília, com sua primeira edição em 2020 no Clube do Choro de Brasília. E tudo pode ser conferido acompanhando as redes da cantora e da banda (Mel di Souza cantora e Arcablues – AB,  no Youtube e no Instagram @meldisouza e @arcablues.banda.

Bendita entre os homens 

Mel é a única integrante feminina da banda que é composta por Leonardo Jaques, Elmo Junior, Pedro Duarte e Paulo Marcello. A cantora é formada em canto popular nível Básico pela Escola de Música de Brasília e finaliza no próximo semestre o mesmo curso em nível técnico. “Desde 2006 venho me aperfeiçoando realizando oficinas de canto, composição, circlesongs, dentre outras que permeiam o universo da música. Minha licenciatura em Artes e especialização em arte-educação me dão esta visão mais ampla da arte e suas expressões como parte deste todo que compõe as artes”. Completa a artista.                                                 

                                   

Cantora Mel diz conta com uma grande bagagem de conhecimento, experiências e cultura FOTO: Anna Novais

E completa, “minha história com a música começa desde criança, sempre cantando em todos os cantos da casa, mas considero que profissionalmente o canto se tornou parte essencial a partir de 2006, quando já morava em Brasília. As primeiras experiências foram com bandas de blues e rock, o que me deixou muito próxima do estilo que hoje interpreto com a Arcablues desde 2016. O blues tem este lugar no meu coração, trazendo quase uma nostalgia das músicas de viola que ouvia com meu pai na infância. Eu sempre sonhei em ter a música como profissão integralmente na minha vida, mas trabalhei durante muitos anos em outras carreiras, sou formada em direito e isso me levou para as mais diversas empresas, somente em maio de 2021 que decidi seguir a música como carreira principal e acreditar que é possível viver da arte e construir um novo caminho. Sempre fui incentivada pelos amigos e professores da Escola de Música de Brasília a me encontrar como artista, e sinto que ter feito a Faculdade de Artes Visuais em 2018 também foi compondo este lugar que a arte ocupa no meu coração, e me dando mais segurança e confiança para seguir o que acredito ser o meu futuro”. 

E falando em futuro, a artista pretende lançar em breve seu primeiro single como cantora solo e em 2022 o primeiro EP. “A descoberta de uma identidade artística é um processo e estou disposta e com muita vontade de tornar isso real. A pandemia me trouxe muitos questionamentos sobre este meu lugar e o que de fato quero fazer e pontuou este momento da minha vida para tomar a decisão de investir unicamente nos processos criativos com a música e as artes visuais”.

 Mel finaliza sua trajetória contando que neste momento de transição em sua vida tem um único objetivo que é continuar este trabalho que começou na Escola de Música de Brasília como cantora, desenvolvendo seus potenciais, despontando sua identidade musical e reconhecendo a artista que deseja ser. “Ser vocalista de uma banda exclusiva de blues desde 2016 me traz esta experiência incrível de poder compartilhar deste estilo com outros grande músicos e por meio deste projeto ter cantado uma música autoral, dar vida a uma letra de alguém, e agora sinto que quero fazer isso em projetos pessoais, criar minhas próprias letras e dar vida à minha música é minha história. O que eu tenho pra contar? O que pode inspirar outras mulheres a também seguirem seus sonhos como estou fazendo agora”. 

Dias

A vocalista conta um pouco dos dias que não saem das suas lembranças e mostram quem é ela. “Desde 2006 foram tantos momentos especiais, desafiadores, sinto que cada palco é único e me transformou por dentro, me trouxe segurança, confiança e foi me mostrando o que eu queria fazer a partir dali. A Escola de Música de Brasília foi como uma segunda casa, e agora finalizando o curso técnico de canto popular consigo me ver consolidando todo o conhecimento que adquiri lá, todo o apoio que recebi e a transformação que provocou na minha vida completamente. Em 2019 a Arcablues viajou para Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros para realizar um show muito especial, este dia tocamos em meio à natureza, como cercados por este verde incrível e que me impactou profundamente. Se pudesse também eleger um único show diria que no Clube do Choro em 2020 ao performar no Blues Dellas com outras grandes cantoras do blues foi um momento bastante emocionante, poder reverenciar o poder feminino, dividir o palco com artistas que admiro e que representam algo que eu também quero realizar na minha vida”. 

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Alô Valparaíso/*Com informações