Operação em Luziânia prende empresária suspeita de aplicar golpes no seguro DPVAT

E.G.S.A. foi presa durante a Operação Parálysis realizada pela Polícia Civil

Após 10 meses investigações, a Polícia Civil de Goiás, por meio de seu Grupo de Repressão aos Crimes Patrimoniais, prendeu durante a Operação Parálysis, uma empresária de 41 anos, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal.

E.G.S.A. é suspeita de ter fraudado processos de recebimento do seguro DPVAT em pelo menos 16 casos, acumulando um dano aproximado de R$ 220.000,00 ao sistema de seguro obrigatório.

Segundo a Polícia Civil, a investigada possui uma empresa de eventos localizada na cidade de Luziânia, por onde passam vários trabalhadores que prestam serviços como garçons, cozinheiros e seguranças, em eventos organizados pela própria E. G. S. A.

De acordo com as investigações, a mulher aproveitava do vínculo de trabalho com essas pessoas e obtinha cópia dos documentos pessoais, alegando que seria para registro de carteira de trabalho, o que não ocorria. Passado algum tempo, após conquistar a confiança dos empregados, ela afirmava que tinha valores a receber de devedores, mas que estava com a conta bancária bloqueada, e, por conseguinte, pedia o cartão bancário e senha das vítimas, para recebimento dos valores.

Conforme as investigações policiais, confiando e buscando manter o trabalho na empresa, as pessoas lesadas forneciam o que era pedido pela investigada. A PC descobriu ainda que também havia processos de indenização fraudados, usando os documentos e dados de quatro familiares da investigada, sendo dois filhos, um cunhado e 01 um genro.

A Civil revelou que com os documentos pessoais, eram falsificados diversos documentos públicos, como Boletins de Ocorrência (da PCGO e PCDF), laudos do IML de Goiás e do Distrito Federal, Ocorrência do Corpo de Bombeiros de Goiás, relatórios médicos do Hospital de Base de Brasília e do Hospital Municipal de Luziânia. Também restaram falsificados documentos particulares, como comprovantes de residência.

A PC informou que nos documentos falsos, constava que a pessoa havia sido vítima de acidente de trânsito e que, em razão disso, tinha ficado com sequelas permanentes, tais como paraplegia, hemiplegia e perda de membros.

Além disso, com base nessa documentação falsificada, era dada entrada no pedido de seguro DPVAT, no valor máximo, qual seja, R$ 13.500,00, em razão da debilidade permanente. Inicialmente, a seguradora não constatava a fraude, razão pela qual efetuava o pagamento, depositando o valor na conta do suposto beneficiário. Em seguida, a investigada, usando o cartão e senha obtida com a vítima, comparecia ao banco e efetuava vários saques, até a quantia total da indenização.

O Gepatri prosseguirá as investigações para apurar a participação de outras pessoas no esquema criminoso, bem como em busca de identificar outras possíveis fraudes.

Para a Polícia Civil de Goiás, fraudes desta natureza lesam toda a população, já que geram efeito nos valores do seguro obrigatório DPVAT a ser pago pelos proprietários de veículos, bem como as pessoas (motorista, passageiro ou pedestre) que sejam vítimas de acidente de trânsito.

Da Redação do Alô Valparaíso
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Empresária é presa em Luziânia. (Foto: Divulgação/PCGO)

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