A falta de chuva e represamentos ilegais estão deixando milhares de pessoas sem água e enfrentando a pior crise hídrica dos últimos anos, em Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Luziânia, municípios goianos localizados no Entorno do Distrito Federal.

A população da região tem convivido diariamente com o problema, a falta de água já virou rotina e afeta áreas residenciais, comércios, igrejas e prédios públicos.

Segundo a Saneago S.A, a principal causa do contratempo são os represamentos irregulares feitos por proprietários de chácaras e clubes no Ribeirão Saia Velha, manancial que abastece os municípios de Valparaíso e Cidade Ocidental. Em Luziânia, desvios no curso do Rio Palmital também prejudicam o abastecimento da população. O manancial é responsável por 40% da captação local.

A Companhia destaca que as obras do Sistema Produtor Corumbá estão sendo concluídas, e dobrarão a produção de água em Valparaíso e municípios vizinhos.

Racionamento de água no Distrito Federal

Nesta quinta-feira (15), de acordo com informações do portal Metrópoles, em função do longo período de seca no Distrito Federal, dos baixos níveis das captações e do aumento do consumo de água, a Caesb suspendeu o abastecimento de água em sete regiões do Distrito Federal. O racionamento, segundo a empresa, é temporário e foi adotado para “preservar os níveis de reservação e evitar falta de água em maior proporção”.

A estatal solicitou aos moradores que, na medida do possível, façam uso racional da água, principalmente após o retorno do abastecimento, de forma a ajudar na recuperação plena e equilibrada do sistema. Hoje, os meteorologistas registraram a segunda temperatura mais alta do ano — 34ºC — e 19% de umidade. É o quarto dia seguido que o índice está abaixo de 20%, o que fez a Defesa Civil decretar estado de alerta.

Os reservatórios do Descoberto e de Santa Maria, que garantem água para 85% da população do DF, estão com 41,69% e 51,11% da capacidade, respectivamente. Uma resolução da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) prevê restrição do uso de água quando o volume útil for igual ou inferior a 20% – ocasião em que seria necessária a adoção do racionamento. Mesmo com as interrupções, a agência garante que “não há nenhuma medida de racionamento em vigor no DF neste momento”.

Mas a Caesb não descarta a restrição, caso os dois reservatórios continuem baixando. No Distrito Federal, cada habitante consome, em média, 184 litros de água por dia. Em algumas regiões administrativas, como o Plano Piloto, esse número sobe para 390 litros/dia. No Lago Sul e Jardim Botânico, são 384 litros/dia. São Sebastião é a cidade que menos consome, segundo o último levantamento da empresa — 140 litros/dia.

corumbá

Foto: Obra de Corumbá IV está sendo finalizada em Valparaíso de Goiás.

Por Marcelo Carlos