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Não deixe este ser seu último sorriso

A cada 40 segundos uma pessoa se suicida, sendo que 79% dos casos se concentram em países de baixa e média renda.

Mais um ano se inicia e com ele, grande parte da população se questiona sobre suas relações sociais, suas condições de existência, sobre  suas emoções e em seus sentidos existenciais.O janeiro branco tem o  objetivo de chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas.

Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo, atrás apenas de acidentes de trânsito.

E a cada 40 segundos uma pessoa se suicida, sendo que 79% dos casos se concentram em países de baixa e média renda.

Esses e outros dados fazem parte de um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS estima que cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio por ano — os números do relatório são referentes a 2016. No Brasil, foram registrados 13.467 casos, a grande maioria (10.203) entre homens, segundo a entidade, quase 76% do total.Os números da publicação apontam que a taxa global de suicídio foi de 10,5 por 100 mil habitantes.

O Janeiro Branco promove palestras, palestras-relâmpago, oficinas, cursos, workshops, entrevistas midiáticas, caminhadas, rodas de conversa e abordagem de pessoas em todos os lugares nos quais as pessoas  se encontram: ruas, praças, igrejas, empresas, residências, academias, shoppings, hospitais, prefeituras etc. Em janeiro de 2022, por causa da pandemia do Covid-19, a Campanha prioriza espaços abertos e meios online.

O objetivo é colocar esse tema em evidência, promovendo a conscientização sobre a importância da prevenção ao adoecimento emocional — algo que gera impactos preocupantes em nossa sociedade

A questão que motivou a criação da campanha é bem simples (e muito séria): as pessoas estão adoecendo em quantidade e ritmo preocupantes. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em torno de 12 milhões de brasileiros sofrem de depressão. O número é equivalente a 5,8% da população, colocando o país em segundo lugar no ranking americano (atrás apenas dos Estados Unidos).

Matheus Sousa, Militar de apenas 19 anos, faria aniversário agora dia 16 de janeiro, porém no dia 1 de janeiro o jovem cometeu o ato de autoextermínio.

Maria de Fátima, secretária do lar, de 40 anos mãe de Matheus conta como era o militar “Meu filho era um menino sonhador, alegre, um sorriso maravilhoso, cuidadoso comigo e sua irmã, infelizmente, estava doente e nenhum de nós percebeu, um jovem negro de apenas 19 anos, foi embora sem completar nenhum de seus sonhos, a vida realmente está difícil, muitas contas, trabalhos exaustivos, a gente fica doente, mas essa não é a solução essa decisão machuca demais quem vai e quem fica.”

Ter saúde mental não se resume a fazer terapia:

  A psicóloga Jailderliny explica que para um indivíduo viver de forma satisfatória é preciso mais que terapia, ter acesso à educação, cultura, lazer, estabilidade financeira é necessário.

“ O ser humano precisa de diversão de saúde, de educação, de cultura, de lazer, é um conjunto de fatores, uma pessoa que está psicologicamente afetada não vai se curar apenas com a terapia, as consultas fazem parte e são de suma importância, mas uma sociedade mais igualitária, mais respeitosa e empática são necessárias”. 

Como melhorar a saúde mental: 

  • Procure um especialista 
  • Se envolva com pessoas que te fazem bem
  • Aprenda a dizer não 
  • Peça ajuda
  • Curta momentos de lazer
  • Cuide de você! Separe um momento para cuidar do seu corpo e mente
  • Ligue 188

Alô Valparaíso/Com as informações