Moradores das mediações da Avenida das Palmeiras, em Valparaíso de Goiás, cidade do Entorno de Brasília, sentem-se inseguros com o grande número de assaltos que têm ocorrido diariamente no local e demonstram preocupação com a triste realidade.

Segundo relatos, os assaltantes não escolhem mais horários para fazer suas vítimas e a violência utilizada pelos mesmos amedrontam os residentes da região cercada por vários condomínios. Muitos crimes chamam a atenção por acontecer em plena luz do dia e são cometidos freqüentemente.

A ousadia dos criminosos revolta os populares que reclamam da falta de policiamento na movimentada Avenida.  De acordo com os próprios moradores, o Calçadão da Rua das Palmeiras, utilizado para a realização de atividades físicas, tornou-se um ponto estratégico para bandidos da cidade e do Entorno agirem.

Ao entrevistar a moradora Elaine Braz, ouvimos reclamações da mesma e conhecemos os transtornos vividos pela população. Segundo a mulher, que vive em condomínio localizado no bairro, o contratempo rotineiro é ocasionado pela omissão das autoridades responsáveis pela segurança pública municipal.  

“A insegurança que sinto me deixa sem vontade de sair de dentro de casa. Fui assaltada por dois homens em uma moto e a Polícia Militar chegou quase duas horas depois do ocorrido, sem demonstrar interesse algum pelo caso. É revoltante ver a nossa cidade jogada ao descaso, sem nenhuma ação do Poder Público para reverter essa situação. A cada esquina existe uma pessoa que já foi ou que conhece alguém vítima de assalto e da violência que assola Valparaíso de Goiás”, relatou a moradora Elaine Braz.

A falta de segurança fez com que muitas pessoas perdessem a paciência. Um grupo de moradores da região planeja em breve realizar ato de protesto, com o objetivo de pedir mais atenção da Policia Militar do Estado de Goiás (PM-GO) e de sensibilizar as autoridades públicas municipais alertando sobre o problema.

“Não importa a hora, todos os dias várias pessoas são assaltadas aqui. Estudantes e trabalhadores são roubados na Passarela Azul, andando pelo calçadão ou entrando em seus condomínios. Não temos mais de condições de viver assim. Precisamos de segurança e da ajuda dos Governos. Pensamos em fazer uma manifestação e reunir o maior número de moradores para pressionar os nossos governantes que nada fazem”, disse um morador que pediu para não ser identificado.

Os poucos comerciantes que ainda existem no local, vivem em estado de alerta, com muito medo e lamentam a falta de segurança na Avenida.

“Você pode notar que o comércio é fraco e isso é culpa da violência, da insegurança e da falta de políticas públicas que resolvam estes problemas. Ninguém aquenta mais trabalhar com medo”, desabafou José Carlos Martins, pedestre que passava pelo calçadão e que pediu pra falar com nossa reportagem.

Por Marcelo Carlos