Moradores de Valparaíso reclamam de perturbação do sossego, pedem respeito de vizinhos e ação da Polícia Militar

Som alto, bebedeira e consumo de entorpecentes tiram o sono dos valparaisenses

Durante boa parte do último ano, uma das maiores reclamações da população do município de Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, foram relacionadas à perturbação do sossego que está quase sempre relacionada ao som alto, principalmente, em áreas residenciais.

Muitos moradores já procuraram a Redação do Alô questionando a situação e pedindo uma atitude das autoridades da cidade. “As pessoas precisam entender onde começa e termina o direito de cada um”, disse Arnaldo Siqueira – morador do Parque Rio Branco.

Segundo Maria José, moradora da Morada Nobre, o bairro tem sido assolado pela poluição sonora ocasionada por seus próprios vizinhos. “Eles colocam o som nas alturas e fazem festas em horários inapropriados”, contou.

Mais uma reclamação veio do Jardim Oriente, conforme Enilton Souza, moradores de kitnets de aluguel que ficam na Rua 15 – Quadra 23 – Lotes 26/27, diariamente, não importa o horário, promovem algazarras, consumo de bebidas e atrapalham a vida do local que um dia já foi tranquilo. “Eu já liguei para a Polícia Militar e nada fazem. O trabalhador não tem mais direito de viver em paz e descansar. Tudo tem limites e nós precisamos de ajuda”, ressaltou.

Para a moradora da Etapa A, Josélia Azevedo, todos os cidadãos possuem o direito de se divertir, trabalhar, estudar e descansar, mas devem respeitar o espaço dos outros. “Não podemos invadir o direito alheio”, comentou.

No Jardim Céu Azul, Ana Lúcia que é mãe de duas crianças pequenas, uma de 4 meses e outra de 2 anos, questiona vizinhos que viram a madrugada com o som alto. “Aqui no condomínio não tempos mais sossego. Eu amo música, mas ouça na hora certa. Vivemos em grupos e temos que entender o próximo”, completou.

O limite noturno em que são permitidos ruídos é 22 horas. Dentro da legislação brasileira, a perturbação do sossego, é uma contravenção penal que consiste em perturbar o sossego alheio com as ações mencionadas nos incisos do artigo 42 da Lei das Contravenções Penais, como: gritaria ou algazarra, exercício de profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais, abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos, provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda.

Da Redação do Alô Valparaíso

Moradores de kitnets tiram o sono de muita gente no Jardim Oriente. (Foto: Reprodução)

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