No mês de outubro do ano passado, a Prefeitura Municipal de Valparaíso de Goiás, cidade localizada no Entorno do Distrito Federal, realizou uma operação responsável pela retirada de todas as lixeiras instaladas nas calçadas do Setor de Chácaras Anhanguera. Porém, a atitude do governo não agradou boa parte dos moradores.

Sabendo do descontentamento popular, a Secretaria de Obras, pasta que era chefiada pela secretária hoje licenciada Cynthia Borges, tentou contornar a situação e informou na época, que a ação objetivava melhorar a circulação de pedestres nas calçadas, pois os mesmos eram forçados a andar nas ruas dos bairros e corriam o eminente risco de tornarem-se vítimas de atropelamentos.

“Foi iniciada uma operação para a retirada das lixeiras que tomavam o espaço dos pedestres e os obrigavam a andar nas ruas do Anhanguera. Se andar na rua é um risco para o pedestre, imagina para as pessoas que têm dificuldade de locomoção? A retirada das lixeiras das calçadas foi uma medida exigida pelo Ministério Público, a partir da Lei que garante acessibilidade. Conviver em sociedade exige esforço de todos. Sabemos que a retirada das lixeiras do passeio público traz uma chateação inicial, mas, trará uma cidade melhor para todo mundo”, esclareceu a Secretaria Infraestrutura, em nota publicada no Facebook.

Sandy Ramos da Costa, moradora do Condomínio Vitória, contou ao Alô Valparaíso que, no mês de novembro, do ano de 2015, a administração municipal orientou aos responsáveis pelos condomínios residenciais que seguissem o padrão de lixeiras instaladas em novos condomínios construídos pela GOIS Construtora. Entretanto, as demais construtoras não seguiram o exemplo e optaram por não assumir a responsabilidade pela implantação de novas lixeiras.

“A Prefeitura informou que aplicaria multa aos condomínios que não assumissem a responsabilidade e exigiu que todas as lixeiras antigas fossem retiradas das calçadas. Resultado, as ruas estão repletas de lixo e não agüentamos mais tanto mau cheiro. A GOIS Construtora cumpriu com o acordo e as outras empresas (condomínios) infelizmente não”, concluiu Sandy Ramos, que mora no local a quase 7 anos.

No dia 13 de outubro, do ano passado, a Secretaria de Obras publicou nota esclarecendo reunião realizada com a Construtora GOIS. Segue abaixo um trecho do texto:

“Hoje, durante a reunião que fizemos com a construtora Góis, vimos o quanto isso pode ser verdadeiro. Na pauta, notificamos a empresa do problema das lixeiras colocadas no passeio público em suas construções mais antigas, no bairro Anhanguera. Prontamente, seu proprietário se comprometeu a adequar todas! Agora, nossa equipe buscará todos os empreendimentos da construtora para fazer a correção”, informou o órgão público municipal.

Segundo Adriana Carvalho, também moradora do Condomínio Vitória, a situação ficou crítica após a retirada das lixeiras, já que a maioria dos condomínios da região não buscou solucionar o problema e seguiu sem implantar o novo sistema exigido pela Prefeitura de Valparaíso.

“Aqui na quadra 22, do Anhanguera C, vivemos uma situação complicada após a retirada das lixeiras e estamos tendo dificuldades com a coleta de lixo que não passa com freqüência. Como não temos uma fiscalização efetiva, catadores de lixo e animais soltos pelas ruas estão abrindo as sacolas e espalham diariamente o lixo não coletado. O problema é um prato cheio para a proliferação de doenças”, relatou Adriana a reportagem do Alô Valparaíso.

Por Marcelo Carlos