O modelo de gestão por organizações sociais nos hospitais do Estado tem sido reconhecido nacionalmente. Tanto que em  2015 e 2016 Goiás recebeu  17 comitivas de 12 estados brasileiros. O objetivo foi conhecer as unidades administradas por OS e os avanços da saúde pública estadual. Uma das visitas foi a do atual secretário de Saúde do Distrito Federal, Humberto Fonseca, no último mês de abril.

Após conhecer o modelo, o secretário do DF decidiu implantá-lo em algumas unidades. “As organizações sociais permitem a contratação e o fornecimento de mão de obra para o sistema. Contudo, é importante ressaltar que o Estado continua com a competência de planejar, regular, exigir, monitorar e fiscalizar”, disse Humberto durante uma entrevista concedida ao Jornal Correio Braziliense.

Para o secretário Leonardo Vilela, o modelo de gestão goiano está chamando a atenção do País pelo fato de que prova, na prática, que o SUS pode atender com excelência. “Saúde de qualidade não pode ser acessível a uma minoria, pois se trata de um direito de todos e um dever do Estado. Estamos provando que, com responsabilidade e parcerias engajadas, podemos prestar à sociedade o serviço com a qualidade pela qual ela paga e merece”, disse.

Visita
Em dezembro de 2015, o governador Rodrigo Rollemberg e cinco deputados do Distrito Federal visitaram três hospitais goianos administrados por organizações sociais (OSs). O objetivo foi buscar informações sobre o modelo de gestão hospitalar e os resultados obtidos com a sua implantação em Goiás. Ao todo, desde abril do ano passodo, houve quatro comitivas do DF visitando os hospitais da Rede Estadual.

Na ocasião, Rollemberg disse que ficou impressionado com as unidades que visitou. “São hospitais muito organizados. Tivemos a oportunidade de conversar com alguns pacientes e todos estavam muito satisfeitos com o atendimento. A gente percebe que é um modelo bem-sucedido. É uma experiência que nós devemos adaptar para o Distrito Federal”. A comitiva visitou os Hospitais de Urgências Governador Otávio Laje de Siqueira (Hugol), o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) e o Hospital de Doenças Tropicais (HDT).

Atualmente, a ideia inicial do secretário Humberto Fonseca é que as organizações sociais passem a gerenciar os centros e também as unidades de pronto-atendimento (UPAs). O processo começará por Ceilândia, distante 35 km do Plano Piloto, que tem 11 centros de saúde. “Acredito que a mudança de modelo de assistência e as parceiras com a iniciativa privada podem nos ajudar a fazer saúde mais rápido e com mais eficiência”, explica.

Referência no País
A gestão por OS em Goiás permitiu que hospitais da SES obtivessem um salto em qualidade de serviços, aumento dos atendimentos e redução de custos. Comprovando isso, a rede própria da SES, de 2011 a 2015, ofertou mais atendimento de Ambulatório (aumento de 137% em consultas); cirurgias (52%); internação enfermaria (80%) e internação em UTI (85%).

Somente no Hugo, houve um avanço de 40% dos atendimentos, com aumento de mais de 80% do número de leitos. Além disso, quatro hospitais do Estado (HGG, Crer, HDT e Hurso) obtiveram o Selo de Qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA), feito raro atingido por menos de 5% de todas as unidades de saúde do País.

Postado por Marcelo Carlos (com as informações de Goiás Agora/Foto: Jornal de Brasília)