Ministério Público de Goiás vai apurar suposta interferência política na PM de Formosa

Promotor acredita que remoção de policiais da cidade tenha sido por meio intervenção política

Na última quarta-feira, dia 20 de março, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) instaurou inquérito civil para apurar possível interferência política na Polícia Militar (PM) em Formosa, no Entorno do Distrito Federal.

Segundo o promotor de Justiça Douglas Chegury, chegou à promotoria notícia de que os capitães Luiz Jeová do Couto e Marcelo Rodrigues de Almeida e o tenente Fávio Rodrigues Pacheco foram removidos do quadro da PM no município. A remoção teria acontecido “por meio de intervenção política imoral, desarrazoada e não republicana”, de acordo com o promotor, baseado nas informações recebidas até agora.

Douglas Chegury esclarece na portaria instaurada no inquérito, que os fatos relatados configuram atos de improbidade administrativa, por infringirem os princípios da administração pública. “A Polícia Militar, no atual Estado Democrático de Direito, constitui Polícia de Estado e não, Polícia de Governo, sendo portanto intolerável e inadmissível quaisquer tipos de interferências políticas ou de qualquer outra natureza que não seja funcional na movimentação e no trabalho de policias militares”, justificou o promotor.

O MP estabeleceu prazo de 10 dias para o comandante do 11º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM), tenente coronel Luíz Antônio Raíza, e o comandante geral da PM, coronel Renato Brum dos Santos, prestarem informações à promotoria.

Da Redação do Alô Valparaís/***Com a colaboração de Melissa Calaça - Estagiária da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO
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