Na última quarta-feira (6), durante lançamento da Plataforma de Sistemas Integrados (PSI), o vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, apresentou análise dos índices de criminalidade registrados em Goiás no primeiro trimestre de 2016 em comparação com igual período do ano passado. Em todas as modalidades, houve redução nos registros. “São situações que nos deixam com a certeza de que o caminho que seguimos está correto”, afirmou.

Ele iniciou o balanço mostrando os homicídios no estado que registraram queda de 10,40% de janeiro a março deste ano e apresentaram o menor índice dos últimos seis meses, ficando abaixo da média do período. As tentativas de homicídios, conforme os números apresentados, ficaram estáveis no primeiro trimestre, mas apresentaram queda em relação ao mês de fevereiro.  Os furtos e roubos de veículos tiveram em março o menor número dos últimos seis meses e uma redução de 18,85% nos últimos três meses. A tendência de aumento verificada desde outubro de 2015, com pico expressivo de aumento em janeiro passado foi estagnada, voltando a média do início dos últimos seis meses, fechando o mês com 70 casos a menos que em outubro.

Os furtos e roubos a comércio também foram analisados e apresentaram uma redução de 33,21% de janeiro a março, restabelecendo a curva descendente desse indicador. O número registrado em março foi o menor dos últimos seis meses. Já os roubos e furtos a residências no estado tiveram redução de 14% desde janeiro e alcançaram o menor índice dos últimos seis meses. Os furtos e roubos a transeuntes no estado reduziram em 9,54% no primeiro trimestre, sendo que em março registrou o menor índice dos seis últimos seis meses.

Homicídios

O vice-governador e secretário José Eliton apresentou os índices de homicídios à parte. “Esse é um tipo de crime que impacta muito a sociedade e causa indignação e sentimento de insegurança muito grande, mas que tem sido combatido pelas forças policiais”, disse ele.  Em todo o estado, conforme mostrou, a redução do número de homicídios foi de 6,67% de fevereiro para março tendo como base um grupo de 100 mil habitantes. Na região metropolitana, a queda de homicídios por 100 mil habitantes no mesmo período foi 15,69%, englobando toda a região em volta da capital.

Entorno do Distrito Federal

No Entorno do Distrito Federal, a redução de homicídios de fevereiro para março foi de 16,90%. Quando considerada apenas a cidade de Goiânia, a redução foi de 9,52% em março comparando com os números de fevereiro deste ano. Em Aparecida de Goiânia, cidade vizinha à capital, a redução dos casos de homicídios foi de 25% de fevereiro para março.

Segundo José Eliton, essa alta redução dos casos em Aparecida de Goiânia é resultado impactado pela atuação das forças policiais, mas, também de outra componente, que é muito importante para a segurança pública, que se trata da limitação de horário de venda de bebidas alcoólicas. “É um componente importante que ajuda na segurança pública”, disse ele, ressaltando que esse debate compete aos vários parlamentos municipais.

“Mas, do ponto de vista da Segurança Pública, quando há limitação de horário principalmente para aquelas distribuidoras que vendem bebidas alcoólicas a noite toda, há uma evidente correlação com o aumento da criminalidade”, acentuou. Durante a apresentação do balanço, José Eliton chamou os parlamentos municipais a essa discussão de forma tranquila nas suas comunidades.

No Novo Gama, a redução de homicídios foi de 71,43% nos casos de homicídios; na cidade de Valparaíso de Goiás foi de 42,86%; e em Senador Canedo foi de 55,56%. Duas cidades, de acordo com José Eliton, apresentaram aumento no número de casos de homicídios, o que deixou em alerta a Secretaria de Segurança Pública e as equipes de inteligência das polícias Civil e Militar que estão investigando as causas desse aumento.

Em Anápolis, o número de homicídios em março, em relação a fevereiro, foi de 28,57%. Em Luziânia, o aumento foi de 38,46% em março em relação a fevereiro. “Em outras cidades houve oscilações, mas, dentro do aceitável do ponto de vista de estudos criminológicos”, disse ele.

Postado por Marcelo Carlos (com as informações da SSP-GO)