(Foto: Reuters/Albert Gea/Direitos Reservados)

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Governo de Goiás propõe quarentena alternada

Estudo da UFG aponta necessidade do equilíbrio entre as demandas da Saúde e da Economia, com medidas que podem salvar mais de 10 mil vidas até setembro

Um estudo técnico feito pela Universidade Federal de Goiás (UFG) aponta que se o poder público e o setor privado não fizerem nada a partir de agora, o Estado deve chegar a setembro com 18 mil mortes ocasionadas pela Covid-19.

Em videoconferência realizada na manhã desta segunda-feira (29), com prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, líderes dos demais Poderes e representantes de entidades empresariais, o governador Ronaldo Caiado (DEM), sinalizou os passos a serem tomados na prevenção e combate ao vírus.

“Eu não posso aceitar que haja omissão de qualquer uma das autoridades que não seja uma ação dura e firme às consequências que poderão vir. Temos que trabalhar em sistema de mutirão, com todas as nossas forças convergindo para um único objetivo: não atingirmos esse número de óbitos projetados”, enfatizou o chefe do Poder Executivo Estadual.

Caiado também afirmou na manhã de hoje que diante das projeções levantadas pelos pesquisadores e das sugestões de medidas a serem adotadas, “no que for prerrogativa do Estado”, Goiás começa a partir da próxima terça-feira (30) uma quarentena alternada. Tudo indica que o governador fechará o comércio pelos próximos 14 dias, sendo reaberto pelo mesmo período, porém com todas as precauções indispensáveis que devem ser seguidas durante a pandemia. “O novo decreto deverá seguir nos mesmos moldes do primeiro decreto governamental que versou sobre o isolamento social”, assegura o governo estadual.

Ronaldo ainda salientou que diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante autonomia aos municípios de fazerem seus próprios decretos, caberá a cada Prefeitura definir sobre a situação do comércio local.“Eu sou o único médico governador de Estado no País. A minha formação é embasada na ciência. Não vou transigir daquilo que a UFG nos sugere neste momento”, destacou o governador de GO.

Da Redação do Alô Valparaíso