Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho, revelam que o Estado gerou 4.473 novos postos nos primeiros dez meses de 2016 . Neste período, Goiás está em segundo lugar no ranking  dos quatro estados que apresentaram saldo positivo, atrás apenas de Mato Grosso do Sul (7.976 vagas). Em terceiro, ficou Mato Grosso (3.049) e Roraima, com 686 postos de trabalho, ocupou o quarto lugar.  Outros 22 estados mais o Distrito Federal tiveram mais desligamentos do que admissões, conforme mostra o levantamento do Ministério do Trabalho.

O resultado positivo de Goiás é decorrente, em grande parte, da política de atração de investimentos e incentivos fiscais, defendida pelo governador Marconi Perillo, e dos ajustes fiscais, que ele fez e que possibilitaram a destinação de mais recursos, antes usados para o custeio para investimentos públicos, que estão impactando diretamente na geração de empregos. “A geração de empregos é uma meta de nosso governo”, afirma Marconi.

O número registrado no acumulado de 2016 pelo Estado representa um avanço de 0,37% em relação ao mesmo período de 2015. No País, a variação percentual é de menos 1,89%.  O resultado positivo goiano é puxado pelas contratações da agropecuária, setor de serviços e construção civil. Com o tradicional aumento de admissões no fim ano, a tendência é de que o Estado feche o ano com resultado positivo e acima da média porcentual do País.

No ano, Goiás gerou até agora 483.337 vagas e registrou 478.864 desligamentos. Cristalina (4.071), Inhumas (1.105) e Quirinópolis (971) foram os municípios goianos, com mais de 30 mil habitantes, que mais geraram emprego no Estado, segundo o Caged. Grande parte das vagas foi gerada nestas cidades por empreendimentos na área da agricultura irrigada, indústria de alimentos e agropecuária. O apontamento revela o desempenho positivo em diferentes regiões do Estado (Entorno, Região Metropolitana e Sul).

Avaliação
Os balanços da geração de emprego vêm sendo positivos em Goiás neste ano. O Estado encerrou o primeiro semestre como o maior gerador de emprego do País. Apenas Goiás e Mato Grosso fecharam o período como saldo positivo. Todos os outros Estados fecharam com déficit. O resultado de Goiás, mesmo assim, é quase três vezes maior que o do segundo colocado, o Mato Grosso.

O governador Marconi Perillo observa que o Brasil vive a maior depressão da história, com dois anos seguidos de recessão, com PIB de quase – 4%. Segundo ele, a situação de Goiás é um pouco melhor e o Estado já se prepara para sair da crise, graças a uma série de incentivos que o governo estadual criou, especialmente nos últimos 20 anos, e também graças a um “foco muito forte” no agronegócio, na formação e qualificação de mão de obra e na infraestrutura.

Geração de empregos dos estados, de janeiro a outubro 2016
Acre: – 629
Alagoas: – 10.610
Amapá: – 3.119
Amazonas – 13.536
Bahia: – 47.829
Ceará: – 30.431
Distrito Federal: – 20.155
Espírito Santo: – 28.470
Goiás: + 4.473
Maranhão: – 10.752
Mato Grosso: + 3.049
Mato Grosso do Sul: + 7.976
Minas Gerais: – 55.180
Paraíba: – 7.567
Pará: – 25.157
Paraná: – 21.272
Pernambuco: – 34.247
Piauí: – 10.892
Rio de Janeiro: – 186.011
Rio Grande do Norte: – 1.098
Rio Grande do Sul: – 26.839
Rondônia: – 6.491
Roraima: + 686
Santa Catarina: – 5.254
São Paulo: – 196.132
Sergipe: – 13.109
Tocantins: – 791
Fonte: Caged/Ministério do Trabalho

Da Redação (com as informações do Goiás Agora)