A Secretaria da Mulher, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e do Trabalho (Secretaria Cidadã), por meio do Grupo Executivo de Enfrentamento às Drogas (Geed), vem aprimorando as políticas públicas de combate às drogas em Goiás e prepara novo edital de seleção de comunidades terapêuticas. O edital prevê 500 vagas e investimento de R$ 6,2 milhões em dois anos. Os recursos são do Tesouro Estadual.

O programa financia vagas de tratamento de pacientes em comunidades terapêuticas que estejam aptas a participar do processo. O programa é uma das várias políticas que o Geed executa na área de prevenção ao uso de drogas no Centro Estadual de Avaliação Terapêutica Álcool e outras Drogas (Ceat-AD). Atualmente, 16 comunidades terapêuticas estão aptas a receber apoio financeiro do Estado para a manutenção de seus trabalhos de atendimento público e gratuito à comunidade.

Segundo Ivânia Fernandes, diretora geral do Geed, o número de comunidades deve aumentar no novo edital, em função do trabalho de orientação que o Ceat-AD vem desenvolvendo com as comunidades. “Muitas não se atentavam para a documentação exigida na celebração de convênios com o Estado. A partir de uma política de aproximação, esclarecimento e apoio na questão de regulação e licenciamento público, conseguimos despertar nessas comunidades o desejo de buscar o convênio conosco”, comenta Ivânia informando que o governo federal (por meio da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas – Senad) também celebra esse tipo de convênio com as comunidades terapêuticas. Uma comunidade pode contar com os dois convênios (estadual e federal).

É no Ceat-AD que começa o atendimento do cidadão que busca apoio do Estado para vencer a dependência química. Lá, explica Ivânia, a pessoa passa por uma triagem multiprofissional (médico, psicológico e de assistência social) para então ser encaminhado para uma comunidade terapêutica. Familiares do cidadão em busca de auxílio também recebem orientações de como lidar com o problema. Além do atendimento presencial, há também a central telefônica (atende pelo número 0800 649 0145). Uma página na internet também disponibiliza várias informações sobre o trabalho e como buscar ajuda para vencer o vício. Acesse www.nosvemosfuturo.com.br

Números
De maio de 2014 a junho deste ano, o Ceat-AD realizou 7,7 mil atendimentos. O perfil dos usuários é predominantemente masculino (91,3%), tem de 19 anos a 59 anos (88,1%), possui apenas o Ensino Fundamental (64,9%) e é majoritariamente solteiro (83%). Ivânia Fernandes diz que nos últimos anos, relatórios das polícias civil e militar mostram um aumento nos índices de participação de mulheres no consumo e venda de drogas, um componente novo que complica o trabalho do Geed e de todos os envolvidos no combate às drogas.

“As comunidades terapêuticas, por exemplo, colocam dificuldades para receber mulheres em função de problemas hormonais e a própria maternidade. Elas demandam cuidados especiais que nem sempre é possível ter nesses locais”, observa Ivânia. Segundo ela, o trabalho do Geed consiste na prevenção, orientação e reinserção social, sendo a última parte desse tripé a mais complicada por precisar de um envolvimento maior não só do poder público e da família, mas também da sociedade.

“Essa reinserção social passa necessariamente pela questão do trabalho, de conseguirmos introduzir ou reintroduzir essa pessoa no mercado de trabalho, o que não é simples. Nesse sentido, fechamos há pouco uma parceria com o Senar para cursos de capacitação e treinamento para o trabalho. Nosso objetivo é fazer o que pudermos para possibilitar com que essas pessoas possam ganhar uma chance de recomeçar suas vidas e se afastar em definitivo do ambiente das drogas”, conclui Ivânia Fernandes.

Assessoria de Comunicação da Secretaria Cidadã