A iniciativa inédita de Goiás no compartilhamento de gestões de escolas estaduais com Organizações Sociais foi destaque no último domingo na Revista Época. A editora da seção Vida da publicação, Flávia Yuri Oshima, registra que “a experiência de Goiás com as OS começará em 200 escolas do 6º ao 9º ano e de ensino médio. Nelas, haverá uma administração profissional, enquanto a parte pedagógica permanecerá nas mãos do Estado”.

Texto destaca ainda a declaração atribuída a secretária de Educação de Goiás, Raquel Teixeira. “Nosso objetivo é fazer tudo com muito cuidado e com o acompanhamento minucioso do dia a dia da escola”, diz a secretária. Compara que “a experiência que existiu em Pernambuco e existirá em Goiás é novidade no Brasil, mas não no mundo. Estados Unidos, Inglaterra, Chile, Suécia e Portugal estão entre os países com parceria público-privada na educação. Quando bem sucedido, esse modelo mostra melhora significativa de resultados em comparação com a média das escolas públicas”.

Texto avalia também que “a vantagem de ter administradores profissionais à frente da gestão das charters é perceptível logo na estrutura das escolas: os prédios são mais bem cuidados, há mais laboratórios e equipamentos para experimentações”.

Já em artigo publicado na ÉPOCA, Fernando Schüller, professor do Insper e curador do Projeto Fronteiras do Pensamento, aponta que o governador de Goiás, Marconi Perillo, decidiu desafiar o lobby da educação estatal, que “já deu todas as provas de que não funciona”. “O modelo é simples: o controle e o financiamento são do governo; a gestão é privada, ainda que sem fins lucrativos”, resume o professor. “A pergunta óbvia é: se o modelo funciona no ensino superior, por que não usá-lo também no ensino básico? A mesma pergunta vale em relação às Organizações Sociais. O governador Marconi Perillo parece ter encontrado a resposta: ele pode sim. Basta romper com certos preconceitos, estudar bem o assunto e pôr mãos à obra. Sucesso, governador!”, afirma Schüller.

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