O Distrito Federal vai apostar em três nomes nacionais para a programação da festa de Ano Novo: Alcione, Joelma e os Filhos de Gandhi. Os detalhes foram divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria de Cultura. O palco principal vai ser montado, como de costume, na Esplanada dos Ministérios, com 10 minutos de fogos durante a virada.

O réveillon da Prainha, na Praça dos orixás, também está mantido, e neste ano serão dois dias de festa no local, começando no dia 30, de acordo com o secretário Guilherme Reis.

Os dois dias de festa na Prainha vão ser promovidos em conjunto com a Fundação Cultural Palmares, que vai contratar artistas adicionais ainda não divulgados.

O que chamou a atenção de artistas locais foram os cachês das atrações nacionais. Alcione receberá R$ 300 mil, e Joelma, R$ 200 mil.

O maestro Rênio Quintas, do Fórum de Cultura do DF, disse estranhar os valores, já que, segundo ele, a política da Secretaria de Cultura tem sido de negociar para baixo os cachês pagos a artistas locais – que já são bem menores que o de músicos nacionais. O maestro, no entanto, disse que vai pedir uma reunião com o secretário para entender melhor esse financiamento.

Para a contratação de artistas locais no ano novo, o governo vai lançar um chamamento público na próxima segunda-feira, no valor de cerca de R$ 44 mil para selecionar três músicos, e ainda um VJ, um DJ e dois apresentadores.

O orçamento total para esse ano é de R$ 2 milhões e setecentos mil reais, quase o triplo do previsto para a última festa da virada. O secretário de Cultura, Guilherme Reis, falou sobre o aumento considerável na verba do réveillon.

Sobre os cachês pagos a artistas locais e nacionais, a Secretaria de Cultura respondeu que a diferença de valores é “normal” em qualquer lugar do país, pois, segundo a pasta, os artistas nacionais têm “renome” e potencial de chamar mais público.

Quanto a negociação de cachês mais baixos para os artistas locais, a pasta de Cultura afirma que não existe essa prática, e que foram lançados chamamentos públicos para as contratações justamente para que exista transparência nessa questão.

Via Agência Brasil