Na última segunda-feira, dia 18 de abril, pacientes procuraram a nossa redação para denunciar a falta de produtos de higienização nas unidades de saúde em Valparaíso de Goiás. O fato é recorrente e traz riscos a vida de muita gente.

Sírio Morais Parrião, morador do município goiano do Entorno do DF, esteve na última noite na UPA do Parque Marajó, em busca de atendimento e nos relatou o problema já denunciado há alguns dias por outros pacientes.

“Não tem sabão para higienizar as mãos  e nem papel para enxugá-las. Fico muito triste com esta situação. O projeto da UPA é muito bom, mas implantam e não conseguem sustentar”, disse Sírio Morais.

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Falta de produtos para higienização das mãos revolta pacientes de UPA em Valparaíso.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a maioria das infecções pode ser prevenida por meio de única medida – lavar as mãos sempre e de forma correta. Contudo, ao que tudo indica, a Prefeitura de Valparaíso e a Secretaria Municipal de Saúde não seguem a indicação fundamental da OMS. A orientação é descumprida quando não são repostos materiais essenciais para a higiene pessoal de servidores públicos da saúde ou de pacientes. 

“O mais irônico é que hoje começou a campanha de vacinação contra a H1N1 e aqui na UPA não existe papel e nem sabão nos banheiros para lavarmos as mãos. Essa medida de higiene ajudaria muito no combate a doença”, disse Edileuza Lopes.

O governo de Goiás trava uma grande luta contra a Influeza – vários vírus da gripe incluindo o H1N1.  Ontem (18), em Valparaíso, foi dado início na campanha de vacinação que vai até o próximo dia 20 de maio. Segundo informações do novo Boletim Mensal da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em 2016, foram confirmados 42 casos de H1N1 em território goiano, com 9 mortes.

Além da vacinação dos grupos prioritários, vale a pena destacar a necessidade de lavar as mãos em casa, no trabalho, na escola ou nas idas aos hospitais. Para que isto seja possível em Valparaíso, esperamos que a falta de produtos nas unidades municipais de saúde seja momentânea, pois é de fundamental importância que os pacientes que frequentam os órgãos públicos de saúde contem sempre com lenços de papel, álcool ou sabão para lavar as mãos, para assim evitar inúmeras doenças.

Por Marcelo Carlos