Na última semana, a ex-vereadora e ex-secretária de Promoção Social, Creusa Góes, realizou denúncia que aponta suposta negligência no atendimento aos idosos abrigados na Casa Lar, em Valparaíso de Goiás.

Tia Creusa, como popularmente é conhecida, também acusa a Secretaria de Desenvolvimento Social, pasta chefiada pela esposa do vereador Zé Antônio (PMDB), de maquiar relatórios com o objetivo de obter recursos federais dos programas sociais. Ainda segundo a denunciante, as informações prestadas ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), são inverídicas e necessitam com urgência do trabalho fiscalizador, de órgãos como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

A denúncia de Creusa Góes relacionada à possível negligência na Casa Lar do município, foi protocolada e recebida pela Dra. Andrea, em substituição a Lorena Bittencourt de Toledo Lessa, titular da 4º Promotoria de Proteção aos Direitos do Cidadão, Saúde e Cidadania do MP (Ministério Público) de Valparaíso.

Em matéria publicada no portal Informe Brasil, o jornalista e radialista, Hélio Porto Júnior, informou que o caso denunciado remete a possibilidade de negligência no atendimento ao Sr. José Eristo, um idoso com mais de 70 anos que infelizmente veio a falecer ao ser atendido num hospital.

A reportagem vinculada ao site já citado, ainda esclarece que as informações prestadas pela coordenação da “Casa Lar”, dão conta de que os procedimentos realizados foram habituais, principalmente por considerar a frequência com que o idoso já apresentava tais sintomas. O ato realizado na madrugada para estabilizar a pressão do paciente em 80×40, segundo relatos registrados em áudio por nossa equipe, foi o de servir leite com sal, e aguardar das 04:20, horário em que o idoso apresentou os primeiros sintomas até as 9:00h quando foi encaminhado ao hospital. Às 13 horas o Sr. José Eristo veio a óbito.

“Pela situação do idoso, segundo o Conselho regional de Medicina (CRM/GO), haveria a necessidade de encaminha-lo imediatamente ao hospital para que os procedimentos necessários fossem realizados. No entanto os trâmites realizados e relatados com base nos depoimentos gravados em áudio pela enfermeira e pela coordenação da Casa Lar e também registrados no livro diário. Não são os padronizados pelo CRM/GO e também pelo COREN – Conselho Regional de Enfermagem do Estado de Goiás”, escreveu Hélio Porto, em publicação realizada site Informe Brasil.

O jornalista Hélio Porto ressalta que, segundo o COREN e com base nas cópias do registro diário, o paciente foi submetido a uma avaliação e tratamento equivocado pela profissional de enfermagem e a demora do encaminhamento do idoso ao hospital pode ter contribuído com o óbito.   

Ainda de acordo com a reportagem, do apresentador do programa Momento do Povo, da Rádio Supra FM, o veículo que supostamente deveria estar à disposição para prestação do socorro, segundo testemunhas não estava disponível na Casa Lar no momento da ocorrência.

Por Marcelo Carlos

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