O estudante Melquisedeque Oliveira, de 16 anos, sofre de nanismo e “ossos de vidro”. Por isso, ele tem 49 centímetros de altura e já sofreu quase 300 fraturas pelo corpo. A família dele, que mora em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, luta por uma cadeira de rodas adaptada e motorizada para que o filho se locomova com mais segurança.

De acordo com os pais, eles não possuem condições financeiras de comprar uma nova cadeira de rodas para o filho. O casal conta que o equipamento que o estudante usa atualmente está gerando complicações na coluna dele e pode provocar novas fraturas. Há um ano eles estão na fila de um hospital para conseguir a cadeira, mas não conseguem.

Segundo a mãe de Melquisedeque, a dona de casa Valdeana Alves, ela descobriu a doença do filho no nono mês de gestação.

“Eu estava com vontade de comer mamão e fui derrubar o mamão do pé. O mamão caiu com bastante força na minha barriga. No momento, eu comecei a sentir muitas dores, ficou preto no local e fui a maternidade fazer ultrassonografia. Chegando lá, a gente descobriu a deficiência e que ele tinha fraturado duas costelas dentro da minha barriga”, conta.

Melquisedeque estuda e tem como paixão a música. Com a ajuda da família, o estudante já gravou dois CDs, sendo que a maioria das faixas é de composições próprias. Para ele, a música o ajuda  a superar as diferenças e as dificuldades que suas limitações impõem ao dia-a-dia. “O que me inspira é Deus”, conclui.

O pai do adolescente, o pedreiro Marcos Alves, revela que é o filho quem inspira a família a continuar lutando. “Ele que na verdade nos inspira a ter força”, diz.

Por Marcelo Carlos (com as informações da TV Anhanguera/G1)