Na última quinta-feira, 14 de julho, a redação do Alô Valparaíso entrevistou com exclusividade o pré-candidato a vereador do Democratas, Antonio Carlos Aragão. O bate-papo faz parte de uma série de matérias que apresentarão nomes postulantes à vereança na cidade de Valparaíso de Goiás, localizada no Entorno do Distrito Federal.

Leia abaixo a entrevista na íntegra:

Alô Valparaíso: Aragão, fale a respeito de sua história de vida e política no município de Valparaíso de Goiás.

Aragão: Minha história em Valparaíso começou em 06/02/1991, quando cheguei à cidade e morei no bairro Vila Isabel, atrás do bairro Santa Rita, à época ainda era município de Luziânia. Local com muitos problemas, não tínhamos uma estrutura básica como água, luz só existia em algumas ruas, não tínhamos rede telefônica, os Correios não entregavam correspondências nas poucas residências construídas na região e o asfalto até hoje ainda não existe no local. No entanto, em todas as eleições os candidatos a prefeito vão até lá para prometer aos moradores o tão sonhado e desejado asfalto. Diante de tantas necessidades, começou a nossa batalha em busca por soluções que objetivam resolver estes problemas. Iniciei o meu trabalho ao lado da comunidade, reunindo os moradores entorno de uma associação de bairro e representando cada um deles junto  às autoridades.

Alô Valparaíso: Conte-nos como surgiu a ideia de ser pré-candidato a vereador? Quais seus planos e projetos para a cidade?

Surgiu da vontade e do desejo, que sempre tive, de ver as pessoas vivendo com mais qualidade de vida. Desse engajamento com as causas sociais. Essa vontade de proporcionar às pessoas acesso aos serviços públicos e de ter suas necessidades atendidas. Quanto aos projetos, não gosto quando me perguntam: “quais são seus projetos?” Pré-candidato não pode falar em projetos. Isso é para o parlamentar que já tem mandato. Muitos pré-candidatos falam com a intenção de impressionar os eleitores. A própria imprensa já incutiu isso na cabeça das pessoas. Como pré-candidato tenho muitas boas ideias, para a educação, na área da cultura, meio ambiente, infraestrutura, geração de empregos, etc. que poderão se transformar em projetos no futuro, caso ganhe a eleição.

Alô Valparaíso: Hoje o município conta com várias pré-candidaturas ao majoritário. Qual é a sua visão sobre esses tantos nomes?

Aragão: Vejo com muita satisfação! Entendo que não seja problema ter vários candidatos. Que isso atrapalhe o processo como muitos falam. É necessário que haja mais opções de voto para o eleitor. Dá oportunidade a novas ideias e é democrático. A pluralidade de opiniões é salutar e enriquece o debate. Sou contrário à polarização porque temos de escolher somente entre A e B. Isso elimina a possibilidade de novos pensamentos.  

Alô Valparaíso: Como estão as manifestações de apoio à sua pré-candidatura?

Aragão: As perspectivas são muito boas. O povo quer mudar. E isso está claro aonde à gente vai. Por onde ando ouço a mesma insatisfação do povo com os atuais representantes do Legislativo. A reclamação é muito grande. Dizem que eles não corresponderam com as expectativas. Querem mudança total. Isso nos anima.

Alô Valparaíso: O Democratas tem pré-candidato à Prefeitura de Valparaíso?

Aragão: Não. O Democratas de Valparaíso não tem candidato a majoritário nessas eleições. Houve, inicialmente, uma tentativa de candidatura com o Dr. Fábio Moreira. Fez um bom trabalho como pré-candidato. Mas ele não se sentiu confortável em permanecer no partido depois que um filiado fez umas críticas em relação à pessoa dele. Ele não gostou e decidiu sair e continuar sua pré-candidatura em outra sigla partidária. 

Alô Valparaíso: Faça uma avaliação do mandato da prefeita Lucimar Nascimento (PT)

Aragão: Quem tem melhor condições de avaliar o governo da atual gestora é o povo de Valparaíso. Minha avaliação como cidadão é de que foi um governo fraco, ineficiente e desorganizado. Tínhamos uma expectativa que ia ser uma administração diferente, isso foi prometido por ela na campanha. Até no dia da posse espalhou cartazes com a frase: “Hoje começa a mudança.” A cidade inteira ficou na esperança que algo de melhor estava por vir. Esperou o 1º, 2º, 3º e 4º ano e nada de interessante aconteceu. De modo que foi uma frustração para toda população que a elegeu e para alguns aliados. Ela mesma tem consciência do fracasso de seu governo, tanto que desistiu de concorrer à reeleição, devido o alto índice de rejeição ao nome dela.

Por Marcelo Carlos