Os pais de Isadora Dias, de 3 anos, tentam na Justiça conseguir a fosfoetalonamina, conhecida como “pílula do câncer”, para a filha, que possuiu um tumor incurável. Para a família, que vive em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, essa é a última esperança de ver a menina bem, dando uma melhor qualidade de vida a ela. Enquanto isso, eles aproveitam o restante de tempo de vida que ela intensamente.

Isadora tem um tipo raro de câncer chamado neuroblastoma, que ataca principalmente crianças menores de cinco anos e age diretamente nas células nervosas e pode se espalhar por várias partes do corpo. O tratamento começou em 2015, após o diagnóstico. Porém, os médicos disseram que a doença não tem cura e não sabem quanto tempo ela ainda tem de vida.

Com isso, os pais evitam pensar na doença e buscam aproveitar ao máximo os momentos com a filha. “Eu vivo hoje tudo que eu tenho que viver com ela. Eu faço hoje, porque amanhã eu não sei. Hoje a gente está em casa, mas amanhã ela pode estar no hospital. Então a gente curte o máximo possível com ela”, disse a mãe da Isadora, Rosiane Matos Dias, emocionada.

A família passa dificuldades. O pai, Edvânio da Silva, não tem emprego fixo. A mãe não pode trabalhar, pois tem que ficar em casa cuidando das filhas. Eles sobrevivem de uma pensão que a Isadora recebe e também de doações.

“Todo tipo de ajuda para nós é bem vinda. Ela luta com todas as forças dela. Se ela passa mal agora, ela fica triste, mas depois fala que já melhorou”, disse o pai.

Desenganada pelos médicos, a família tentar conseguir a fosfoetalonamina. A substância é apontada como cura para diversos tipos de câncer, mas não passou por testes em humanos e, por isso, não é considerada um remédio. “Tem muitas testemunhas de curas de pessoas que usam a pílula e melhoram, ficam curadas. Como ela é uma paciente que não tem mais chance de cura pela medicina, nossa esperança é essa, a pílula”, disse.

O pedido da família para obter a ‘pílula do câncer’ está sendo analisado na Defensoria Pública da União. Em abril, o Governo Federal sancionou um projeto de lei que autoriza pacientes com câncer a usar essa substância. Para isso, é necessário que a família leve os laudos médicos para o órgão.

Por G1 Goiás