Os servidores municipais de Valparaíso de Goiás vivem um dos piores momentos de sua história. A categoria vem sofrendo perdas salariais nos últimos três anos, e tiveram aprovado Plano de Cargos e Salários que, praticamente, acaba com as progressões funcionais, desmotivando o trabalhador em se qualificar, e, consequentemente, reduzindo a capacidade salarial dos mesmos, deixando a desejar em relação às demandas da base (exemplo: as reivindicações de merendeiras e motoristas a concessão do adicional de periculosidade no percentual de 30%).

O Governo Municipal anunciou em última Assembleia do SINDSEPEM/VAL que não dará nenhum reajuste referente à Data Base e presenciamos a direção sindical “justificando” o Governo. Isso mesmo! Acredite! O papel de explicar os motivos em que a classe trabalhadora está com salários achatados e não terá nenhum aumento coube ao sindicato e não ao governo.

Infelizmente a atual direção sindical vem agindo como braço auxiliar do Governo, atendendo aos interesses patronais e deixando de lado a luta autônoma e independente que uma entidade de classe deveria fazer. E isso não é de hoje. Desde que assumiu o Governo Municipal, Lucimar e o PT contam com a linha auxiliar do SINDSEPEM/VAL para atender seus interesses. A presidenta do sindicato indicou vários cargos de confiança ao executivo municipal, dentre diretores de escolas, além de ser , segundo comentários de pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores, a grande responsável pela indicação da própria Secretária de Educação. Lamentável! Sindicato indicando cargos de confiança de governo.

Em outros períodos, a atual direção sindical, por muito menos, teria aprovado greves intermináveis no intuito de garantir direitos, entretanto hoje, nenhum movimento paredista foi aprovado nos últimos três anos, e agora, o cumulo de tentar justificar a inercia da gestão municipal. Em outros períodos, essa atual direção (comandada por pessoas que não são da categoria e se auto intitulam assessoria voluntária sem apreciação da base), lutaria pelo fim do famigerado Imposto Sindical, hoje, a direção “autônoma e independente” cobra e não restitui um imposto que todas as centrais sindicais já sinalizaram pelo seu fim.

Hoje, a direção do SINDSEPEM/VAL vem agindo em consonância com a política neoliberal que é a defesa do patrão e ataque a classe trabalhadora. O que não faltam são ameaças de processos contra servidores e denúncias de acúmulo de cargas horárias dentre outros (papel fiscalizador que cabe ao Governo). Ou seja, uma total inversão de valores.

“Os servidores públicos municipais querem um Sindicato autônomo e independente”, garantiu um servidor que pediu para não ser identificado. O entrevistado acredita que a categoria precisa dar um basta no peleguismo e na ação neoliberal orquestrada pela atual direção e seu assessor voluntário imposto goela abaixo.
 
Após a nossa redação conversar com várias pessoas do proletariado municipal, concluímos que o descontentamento ultrapassa os 80% e tudo indica que diante dos desmandos do atual governo da prefeita Lucimar Nascimento, os servidores pedirão em breve a aprovação de uma greve geral.

 Por Marcelo Carlos