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Em meio ao aumento de casos de Covid-19 e gripe, DF emite alerta para alta da dengue

Monitoramento da Secretaria de Saúde indica maior índice de infestação de larvas do Aedes aegypti. Levantamento mostra seis regiões com ‘risco de surto’ da doença.

Dia D Contra a Dengue no DF, em imagem de arquivo — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
Dia D Contra a Dengue no DF, em imagem de arquivo — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

A Secretaria de Saúde divulgou, nesta quinta-feira (13), que o Distrito Federal está em alerta para o aumento do índice de infestação de focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue. Segundo o monitoramento da pasta, seis regiões apresentam “risco de surto” da doença.

O anúncio ocorre em meio ao aumento de casos de Covid-19 e Influenza na capital (veja mais abaixo). A pasta informa que, mesmo com redução de infecções por dengue, que caiu 63% entre 2021 e 2020, é necessário manter os cuidados para evitar a proliferação do mosquito.

Para emitir o alerta, equipes de saúde visitaram 26.572 imóveis no DF, entre os dias 6 e 12 de dezembro de 2021. Desses, 544 tinham larvas de mosquito e, em alguns, com mais de um tipo de depósito. Ao somar todas as regiões, o Índice de Infestação Predial está em 2%, ou seja, é um sinal de alerta.

O índice tem três classificações:

  • Abaixo de 1%: satisfatório
  • Entre 1% e 3,9%: alerta
  • Maior que 4%: risco de surto

O levantamento mais recente da pasta considera contaminações registradas entre 3 de janeiro e 25 de dezembro de 2021. Ao todo, foram 18.453 casos prováveis de dengue. Em igual período de 2020, a secretaria computou 50.877 diagnósticos.

No caso das mortes, a redução foi maior ainda, de 72%. O número de vítima passou de 43 para 12, entre 2020 e o ano passado.

Atenção

O relatório mostra que, das 33 regiões administrativas do Distrito Federal, 14 estão com índice de alerta e seis com risco de surto (veja imagem abaixo). Planaltina, Sobradinho II, Park Way, Lago Sul, Itapoã e Lago Norte apresentaram os resultados mais agravantes.

DF está em alerta para alta da dengue — Foto: SES-DF/Reprodução
DF está em alerta para alta da dengue — Foto: SES-DF/Reprodução

De acordo com a Secretaria de Saúde, a maior parte dos focos do Aedes aegypti estava em vasos e frascos, seguidos de recipientes com água para consumo humano, como baldes. O período chuvoso é mais propício para proliferação do mosquito da dengue, já que há maior possibilidade de gerar focos de água parada.

“A situação aqui apresentada exige atenção, pois mais de 60% das RA’s apresentaram classificação de alerta ou de risco de surto”, diz relatório elaborado pela pasta.

Como se prevenir

Residências em Vicente Pires, no DF,  recebem mutirão da Vigilância Ambiental contra a dengue — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde
Residências em Vicente Pires, no DF, recebem mutirão da Vigilância Ambiental contra a dengue — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Para evitar a reprodução do Aedes aegypti em casa e, consequentemente, reduzir os ataques do mosquito, o Ministério da Saúde reuniu uma série de orientações. Confira abaixo:

  • Fazer uso de repelente sempre que estiver em áreas consideradas de infestação. Os mais indicados pela OMS são à base de Icaridina e que oferecem até 12 horas de proteção;
  • Priorize o uso de roupas claras, leves e que cubram todo o corpo – o Aedes aegypti tem atração pelo suor e por cores escuras;
  • Faça exames de rotina e, em caso de sintomas similares aos da dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus, procure a unidade de saúde mais próxima e consulte um médico.

Prevenção em casa

  • Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas da casa;
  • Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;
  • Mantenha o terreno de casa sempre limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros;
  • Tampe os tonéis e caixas d’água;
  • Mantenha as calhas sempre limpas;
  • Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
  • Mantenha lixeiras bem tampadas;
  • Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
  • Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
  • Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
  • Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas sujas, por exemplo;
  • Deixe portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;
  • Coloque repelentes elétricos próximos às janelas – o uso é contraindicado para pessoas alérgicas;
  • Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados;
  • Evite produtos de higiene com perfume, pois podem atrair insetos;
  • Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa;
  • Coloque areia nos vasos de plantas.

Influenza e Covid-19

Exame de PCR, em imagem de arquivo — Foto: Indranil Mukherjee/AFP
Exame de PCR, em imagem de arquivo — Foto: Indranil Mukherjee/AFP

O Distrito Federal passa por um aumento de casos de Covid-19 e de Influenza. Apenas nesta quarta-feira (12), a capital registrou 3,8 mil diagnósticos do novo coronavírus e uma morte. Desde o início da pandemia, são 11.123 vítimas e 535.724 infectados.

A taxa de transmissão do vírus está em alta e chegou a 2,11. O número indica que cada 100 infectados contaminam outras 211 pessoas, e aponta aumento do contágio

Em relação à Influenza, o total de casos chegou a 11.049. Na semana passada, o número estava em 5.805, ou seja, o índice quase dobrou em menos de uma semana.

Alô Valparaíso/Com as informações G1