Em entrevista publicada no Diário da Manhã, na última quinta-feira (16), a deputada estadual licenciada e secretária da Mulher, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e do Trabalho, Lêda Borges (PSDB), ressaltou que não será candidata nas eleições municipais para a Prefeitura de Valparaíso, apesar de pesquisas de intenção de votos listarem seu nome como favorita.

Vale a pena lembrar que o prazo para que ocupantes de cargos públicos se desincompatibilizem para concorrer ao pleito em cargo majoritário encerrou no último dia 2 de junho. “Minha desincompatibilização não aconteceu porque entendemos que o PSDB tem no município um pré-candidato viável, o vereador Pábio Mossoró, que tem dois mandatos como vereador no município, é um homem de qualidades, sem mácula e conhecedor da cidade”, reforça.

Durante a entrevista concedida ao DM, Lêda Borges mais uma vez ressaltou que, conforme pesquisas, a gestão atual do município de Valparaíso está mal avaliada, o que possibilita que novos nomes, como o pré-candidato do partido  da deputada, se destaquem e ganhem força para a disputa eleitoral. “Hoje, mais de 80% da população, de acordo com pesquisas que temos visto, demonstra que a rejeição da prefeita está altíssima. Sendo assim, o caminho está aberto para novas lideranças. O maior percentual de apoio seria para a minha candidatura, mas como eu não desincompatibilizei, há esse universo aberto”, considera.

A titular da Secretaria Cidadã faz questão de destacar que não se desincompatibilizou para disputar as eleições municipais porque foi eleita pela população de Valparaíso e da região do Entorno do Distrito Federal para ser deputada estadual. “Como nos comprometemos com os nossos eleitores e pedimos o voto para deputada estadual, então, entendemos que deixar um mandato no meio do caminho não seria justo para com nosso eleitor, para com a cidade e a região”, afirma.

Após ser questionada sobre o fato de ter se licenciado da Assembleia Legislativa para assumir uma pasta no governo do Estado não seria o mesmo que deixar o mandato como deputada no meio do caminho, Lêda é contumaz: “Penso que eu estar secretária não impede em nada a minha condição de ser deputada estadual”. A tucana ainda exemplifica a vantagens para a sociedade ela estar como secretária. “Um deputado com experiência de gestão ser convidado pelo governador para assumir um cargo de secretária de Estado dá muito mais acessibilidade e condição de levar aos municípios que representa obras, o trabalho na própria pasta, sendo um resultado também de um mandato como deputada. Então, estar deputada licenciada ocupante da Secretaria Cidadã nos faz, de duas formas, estarmos próximo ao governador Marconi, além de levar as reivindicações e apresentar o trabalho do Executivo para essas regiões”.

A respeito de seu apoio a Pábio Mossoró, pré-candidato à Prefeitura de Valparaíso pelo PSDB, a deputada acredita que o fato de seu nome estar à frente das pesquisas, mesmo que ela não seja candidata, poderá haver a transferência de votos de seus eleitores. “Tenho muita experiência em campanha, já disputei cinco eleições minhas, além de coordenar várias – inclusive do governador na minha cidade. Acredito na transferência de votos sim, acontece. Mas claro que uma liderança municipal não consegue transferir 100% dos seus votos para alguém, mas em percentual significativo as pesquisas apontam que é viável a transferência”, ressalta.

Desafios

Segundo a deputada licenciada o próximo gestor de Valparaíso terá uma série de desafios para enfrentar, visto que, em sua opinião, o município vive um momento de estagnação. “A cidade não tem aquele brilho do desenvolvimento como estava havendo e há um descrédito por parte da comunidade, e isso nos tem entristecido. Será um grande desafio para a próxima gestão do município, porque terá que colocar a cidade nos trilhos, tanto no seu desenvolvimento quanto na sua infraestrutura e financeiramente”, aponta.

A ex-prefeita do município goiano do Entorno de Brasília acredita que o município precisa mudar os rumos e que a atual gestão não cumpriu as promessas feitas durante o período eleitoral. “O que se falou em campanha não é o que está sendo feito, a cidade vive um total abandono administrativo e da presença de um líder político, que é o prefeito. A comunidade sente saudade da nossa gestão”.

Postado por Marcelo Carlos (Com as informações de Bia Mendes/DM)