Na última semana, a Prefeitura Municipal de Valparaíso informou ter intensificando através da Secretaria de Saúde suas ações de combate ao Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue e de outras doenças. No entanto, a Secretaria de Obras chefiada pela secretária Cynthia Borges, parece não dar importância ao perigo eminente que assombra o Estado de Goiás. 

Segundo denúncias de diversos moradores da Etapa D, o lote da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana vem sendo usado para o depósito de lixo e acúmulo de ferro velho. Fotos postadas nas redes sociais revelam o descaso com a saúde pública e mostram a verdadeira face de alguns gestores do Governo Lucimar. Falta respeito aos cidadãos valparaisenses e também ao trabalho dos guerreiros agentes municipais de saúde.

“Um surto de dengue em Goiás, vários agentes visitando as residências, e a Prefeitura aglomerando lixo e ferro velho na quadra 13 da Etapa D. São carros amontoados a mais de anos.  É essa a preocupação da Prefeitura com a nossa população? O lote fica fechado o dia inteiro, só pessoas autorizadas podem entrar, muitos mosquitos, insetos, acabam entrando nas residências devido a esse tanto de lixo acumulado, é um descaso com o povo”, disse Andresa Nascimento.

O Governo Municipal parece estar dormido com o inimigo. O discurso governista é de conscientização e de cobrança à população, exigem a manutenção da limpeza da cidade e propagam em suas falácias aquilo que não estão praticando. Em 2015, Valparaíso de Goiás manteve-se sempre entre os 10 municípios goianos com o maior número de casos notificados de dengue. Ao todo, foram registrados 2.504 até o dia 10 de outubro. Os dados também confirmaram uma morte na cidade devido a doença.

“Toda vez que passo na frente desse lote me dá uma revolta. É bem próximo da minha casa. Na Etapa D já tivemos casos de cidadãos com dengue. Logo agora, no momento em que o país está em alerta com o Zika vírus, não era de se esperar algo a mais da Prefeitura. Vamos só esperar os próximos casos”, declarou Pâmela Brasil no Facebook.

Por Marcelo Carlos