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Do céu a garganta: A prevenção é essencial contra o câncer de boca

O Brasil é o 3º país com maior número de casos de câncer bucal no mundo, a doença é mais comum em homens acima de 60 anos

O Brasil é o terceiro país com o maior número de ocorrências de câncer de boca no mundo, com 15 mil casos por ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que 90% dos casos da doença estão ligados ao fumo e ao álcool. Há ainda os casos ligados ao papilomavírus (HPV), alimentação pobre em vitaminas e minerais e prótese dental mal ajustada (que pode causar feridas).

 As lesões do câncer aparecem na parte superior da língua, no assoalho bucal, lábios, bochechas, gengivas, glândulas salivares, nas amígdalas e no céu da boca.

“Há o crescimento desordenado das células, que crescem tão rápido que os vasos sanguíneos não conseguem acompanhar. Por isso, as células internas da lesão começam a apodrecer, o que provoca o cheiro ruim na boca. É preciso cuidado com lesões que permanecem por mais de 15 dias, manchas brancas ou vermelhas, caroços no pescoço, dor e dificuldade para mastigar ou engolir. Com qualquer um desses sintomas, é preciso ir ao dentista para a avaliação e, talvez, a indicação para o oncologista”, explica a cirurgiã-dentista Mariana Oliveira.

E completa “o câncer de boca afeta os lábios e o interior da cavidade oral. Dentro da boca devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas), além da região embaixo da língua”. Finaliza

O câncer de boca acomete mais os homens acima dos 60 anos. Um pequeno grupo de pacientes mais jovens, não tabagistas e não alcoólicos, pode desenvolver a doença. Pesquisas têm buscado respostas na biologia-molecular para a incidência neste grupo. Porém, ainda não há resposta sobre o assunto. Mas é uma doença que pode ser prevenida de forma simples.

Prevenção:

  • Não fumar
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
  • Manter o peso corporal dentro dos limites da normalidade
  • Manter boa higiene bucal
  • Usar preservativo (camisinha) na prática do sexo oral

Sintomas: 

  • lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias;
  • manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), mucosa jugal (bochecha);
  • nódulos (caroços) no pescoço;
  • rouquidão persistente;

Nos casos mais avançados observam-se os seguintes sintomas:

  • Dificuldade de mastigação e de engolir.
  • Dificuldade na fala.
  • Sensação de que há algo preso na garganta.

Diante de alguma lesão que não cicatrize em um prazo máximo de 15 dias, deve-se procurar um profissional de saúde (médico ou dentista) para a realização do exame completo da boca. A visita periódica ao dentista favorece o diagnóstico precoce do câncer de boca, porque é possível identificar lesões suspeitas. Pessoas com maior risco para desenvolver câncer de boca (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) devem ter cuidado redobrado.

Vários tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns como fumar, por exemplo, podem ser controlados; no entanto outros não, por exemplo, a idade.

Ter um fator de risco ou vários, não significa que você terá a doença. Muitas pessoas com a enfermidade podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de boca e orofaringe tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Alo Valparaíso/