O Brasil registra por ano, 41 mil e 100 novos casos de infecções pelo vírus HIV, causador da AIDS. Os dados constam do último boletim epidemiológico de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde.

Segundo o levantamento, a epidemia, que teve início há 35 anos, está estabilizada com a detecção em torno de 19 casos a cada 100 mil habitantes.

Apesar dos avanços conquistados no controle da doença, o número de infectados vem aumentando entre adolescentes do Distrito Federal.

Nos últimos seis anos, dos 3 mil e 100 casos notificados, 47% aconteceram entre pessoas de 20 a 34 anos. Dados da Secretaria de Saúde do DF indicam que entre 2009 e 2015 os diagnósticos com o HIV, na faixa etária de 19 anos, aumentaram de seis para 89.

De acordo com o gerente de DST e Aids, da Secretaria de Saúde do DF, Sérgio D’Ávila, os indicadores de aids na faixa etária jovem demonstram a necessidade de fortalecer ações, não só para detectar e tratar a doença precocemente, como também incentivar e orientar medidas preventivas.

D’Avila explicou que uma das novidades nas ações de combate a AIDS é a profilaxia depois da exposição ao HIV, quando o usuário toma medicação por 28 dias, para evitar que o vírus se multiplique no organismo.

O método, antes liberado apenas para profissionais de saúde que tiveram contato acidental com sangue infectado e vítimas de violência sexual, está disponível também a quem teve relação sexual desprotegida.

Além do acesso à medicamento, as pessoas são acompanhadas durante três meses, por especialistas das unidades públicas de saúde, para saber se a infecção foi evitada.

Da Redação (com as informações da Agência Brasil)