A região do Entorno do Distrito Federal vive sua maior crise hídrica dos últimos anos, tendo sido agravada com desvios irregulares em importantes mananciais, além de enfrentar um intenso período de estiagem que já afeta rios, córregos e reservatórios em diversas localidades em Goiás.

O problema incomoda os moradores de Valparaíso e cidades vizinhas, haja vista que a falta de água tem atingido áreas residenciais, comércio em geral, igrejas e o abastecimento público em todo o Estado.

Um levantamento da Saneago de Goiás S/A (Saneago) mostra que 14 municípios goianos sofrem interrupções no fornecimento de água por causa de deficiência hídrica.

Entre as 14 cidades apontadas pela Saneago, algumas estão em situação crítica. É o caso de Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, e Anápolis, a 55 quilômetros da capital. Goiânia e Aparecida de Goiânia também enfrentam dificuldades no abastecimento.

Segundo reportagem de O Popular, em Anápolis, terceira maior população do Estado, abastecida pelo Ribeirão Piancó, dois terços da cidade estão sem abastecimento de água, segundo a Saneago.

Já no Entorno do Distrito Federal a situação é ainda mais grave, toda a Cidade Ocidental está sem abastecimento por conta do nível do Ribeirão Saia Velha. Para minimizar a situação, a Prefeitura está pedindo permissão para ligar poços artesianos ao sistema de água.

A Saneago acredita que após a conclusão das obras do Sistema Corumbá IV, o problema deverá ser resolvido totalmente resolvido na região. O novo reservatório abastecerá os municípios de Cidade Ocidental, Luziânia, Valparaíso e Novo Gama.

Em comunicado da semana passada, a Companhia informou que medidas foram tomadas, com o objetivo de combater o represamento irregular no curso do Ribeirão Saia Velha e do Rio Palmital. Os mananciais são responsáveis pelo abastecimento de Cidade Ocidental, Valparaíso de Goiás e Luziânia. O Ministério Público do Estado de Goiás também já foi acionado pela Saneago para atuar junto aos responsáveis pelos represamentos ilegais.

Para enfrentar a crise hídrica, a Saneago pede que a população faça o uso consciente da água e evite o desperdício. A empresa tem mapeado os usos que impactam nas bacias voltadas ao abastecimento público, e acionado a Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema) e Secretaria Estadual das Cidades e Meio Ambiente (Secima) quando detecta usos conflitantes ou indevidos.

Postado por Marcelo Carlos (com informações de O Popular)