Na manhã desta quinta-feira, dia 12 de maio, o plenário do Senado Federal aprovou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) por 55 votos a favor e 22 contra.

Com a decisão, a companheira de Lucimar Nascimento (PT), prefeita de Valparaíso de Goiás, cidade localizada no Entorno de Brasília, fica afastada por até 180 dias. Automaticamente, com o afastamento da petista Dilma, o vice Michel Temer assume a Presidência da República e coloca o PMDB mais uma vez no comando do Brasil. 

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, informou após o resultado da votação, que a presidente manterá no período em que estiver afastada os seus direitos. Dilma Rousseff continuará na residência oficial no Palácio da Alvorada, com segurança oficial, assistência saúde, remuneração, transporte aéreo e terrestre e equipe a serviço do gabinete pessoal da Presidência.

A presidente Dilma, amiga e companheira petista, da prefeita Lucimar, sempre foi anunciada pelo Partido dos Trabalhadores local como a mulher que ajudaria a revolucionar Valparaíso de Goiás. No entanto, o tempo passou,  tudo piorou, nada mudou, o jogo virou e hoje a mesma deverá ser notificada sobre a decisão de afastamento. Assim, o Senado Federal passará a colher provas, realizará pericias, ouvirá testemunhas de acusação e defesa para instruir o processo e embasar a decisão final.

O julgamento da líder dos petistas de Valparaíso será presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que também comandará a Comissão Processante do Senado. O impedimento definitivo da presidente depende do voto favorável de 54 (dois terços) dos 81 senadores, em julgamento que ainda não tem data para ocorrer.

Por Marcelo Carlos