Com a volta das chuvas, cuidados devem ser redobrados no combate ao Aedes aegypt

SES-GO orienta que população adote medidas para evitar acúmulo de água e proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya

A seca tem sido marcante desde o mês de junho no estado de Goiás. Contudo, a volta do período chuvoso e as altas temperaturas registradas se tornam a combinação perfeita para a proliferação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Para vencer a luta contra o mosquito, a Secretaria do Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) alerta a população para que intensifique os cuidados em suas residências e locais de trabalho, eliminando os possíveis focosl

Segundo o coordenador de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores da SES-GO, Marcello Rosa, as pessoas devem manter uma vigilância no mínimo semanal em seus imóveis para identificar e eliminar possíveis locais que possam acumular água. “Além dessa vigilância no dia a dia, é interessante associar com comportamentos adequados de descartar o lixo para o recolhimento por parte das prefeituras; manter caixas d'água, cisternas e fossas vedadas para evitar a entrada de insetos; lavar bebedouros de animais com água, sabão e escova; colocar areia em aparadores de vasos de plantas; manter ralos e vasos sanitários fechados; calhas e grelas sempre limpas; piscinas com tratamento adequado e, quando em desuso, vedadas ou vazias”, aconselha.

Marcello explica que o mosquito Aedes se prolifera em qualquer época, desde que tenha água parada para colocar seus ovos e pessoas próximas para se alimentar de sangue. Porém, o que ocorre no período chuvoso é um aumento radical da infestação devido o lixo descartado inadequadamente em lotes baldios, praças, logradouros ou até mesmo nos quintais. Com as chuvas, esses recipientes acumulam água, logo em seguida os ovos eclodem, o que proporciona o desenvolvimento das larvas, que em menos de 10 dias se tornam mosquitos adultos.

Ainda de acordo com Rosa, os cuidados básicos para evitar a proliferação do mosquito é descartar o lixo para a coleta adequada pelas prefeituras, evitando que a água se acumule em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, garrafas. Rosa lembra ainda que é preciso colocar areia nos vasinhos de plantas, vedar caixas d’água, tambores, latões, cisternas e desentupir calhas e grelhas para evitar que a água, tão benéfica e essencial à vida, se acumule e possa se tornar foco desse perigoso mosquito.

Da Redação do Alô Valparaíso
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Volta das chuvas gera alerta contra o Aedes aegypti. (Foto: Reprodução)

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