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Ciclos dos céus

A banda pretende lançar novos projetos musicais ainda esse ano com intuito de preservar a natureza e os povos originários 

A banda Arandu Arakuaa que significa, “saber dos ciclos dos céus ou sabedoria do cosmos, em Tupi-Guarani”, teve início em abril de 2008 por Zândhio Huku. A banda atualmente é composta por Zândhio Huku (Guitarra/Vocais/Viola Caipira/Instrumentos Indígenas), Andressa Barbosa (Baixo/Vocais), Guilherme Cezario (Guitarra/Vocais), João Mancha (Bateria/Percussão). 

A musicalidade da banda mescla heavy metal à música indígena e regional brasileira, com letras nos idiomas indígenas Tupi, Xerente e Xavante, inspiradas nas cosmologias, sabedorias e lutas dos Povos indígenas do Brasil. Desta maneira, buscando contribuir para a divulgação e valorização de suas manifestações culturais, subestimadas durante os séculos.

 O uso da viola caipira realça ainda mais a brasilidade na sonoridade do Arandu Arakuaa. Zândhio usa a Guitarra Viola, instrumento idealizado pelo próprio músico.

Zândhio Huku afirma que a banda está cumprindo o isolamento social e para não ficarem parados estão lançando sons de 2020 “Estamos cumprindo o isolamento social desde o início da pandemia. Nesse meio tempo estamos lançando em formato de singles músicas que gravamos no início de 2020 e também participando de festivais online com vídeos no formato quarentena (cada um tocando na sua casa)”.

Seu último som lançado no youtube foi a Am’mrã que significa estrela cadente para Zândhio a música traz um significado transcendental “ Minha inspiração para cantar são os povos originários, busco trazer em minhas letras, a natureza e vice-versa. Eu diria que faço Música Indígena Contemporânea. Quero defender e lutar pelos povos originários e pela preservação da natureza através do meu som”

O fundador da banda afirma que terão novos projetos para gravar músicas novas para o Arandu Arakuaa no final de 2021 e terminar as gravações de seu primeiro trabalho solo até julho.

Música Indígena

Zândhio Huku

Zândhio Huku conta um pouco de sua trajetória, “no Arandu Arakuaa idealizei um instrumento de dois braços, no qual uma parte é a viola e o outro a guitarra.  Nunca tive pretensão em ser um cantor, apenas cantava para passar as músicas aos cantores(a) dos projetos dos quais participei, visto que eu sempre escrevi as letras e melodias. No primeiro lançamento do Arandu Arakuaa em 2012 cantei algumas partes e com o tempo fui passando a cantar mais e mais, de modo que atualmente imagino ser cantor o principal da banda, claro ainda tem muitas partes de vozes femininas que atualmente são interpretadas por nossa baixista, Andressa Barbosa.  O curioso é que mesmo não me considerando um cantor os convites para participações em outros projetos são sempre para cantar e não para tocar guitarra ou viola”.

E afirma não poder tirar sua renda da música “ Assim como tantos artistas independentes, a música não é minha fonte de renda. Sou professor da rede pública do DF, a escolha pela educação também foi óbvia. Afinal, onde mais um artista, sensível, sonhador e origem pobre poderia atuar?! Na polícia?!” Exclama o artista.

Shows

Em agosto de 2011, a banda fez o seu primeiro show e, desde então, divulga o seu trabalho com um repertório 100% autoral. Conta com um EP “Arandu Arakuaa – 2012” e três álbuns “Kó Yby Oré – 2013, “Wdê Nnãkrda – 2015” e “Mrã Waze – 2018” e os singles “Waptokwa Zawré,“Karubéûasu”,“Ybytu”,“Am’mrã”e“Kûarasy” em 2020. Conta também com dez vídeos clips e dois lyrics vídeo. Já tendo se apresentado em festivais como River Rock (SC), BMU (SP), Agosto de Rock (TO), Femme Festival (GO), Ferrock (DF), Porão do Rock (DF), THORHAMMERFEST(SP) e no evento Fórum Mundial de Direitos Humanos.

E tanto seu trabalho com a banda quando solo podem ser acompanhados pelas redes:

Alô Valparaíso/*Com as informações