Compartilhe esta matéria!

Céus e mundo em sintonia: Banda Mitra preza pelo mundo e seus elementos

A banda mistura várias culturas e ritmos em busca de valorizar nossa cultura e o mundo em que vivemos, recentemente lançaram um som que mistura sensações e sentimentos com o objetivo de te fazer admirar os céus.

A banda Mitra Tribal, veio para bagunçar e talvez melhorar aquilo que você considera como música, tem o intuito de misturar dança com músicas folclóricas, clássicas de culturas diferentes da nossa como a indiana e árabes com batidas eletrônicas além do violino.  

O grupo é formado por Andrew Wallace, 28 anos, guitarra e vocais, Lís Carvalho, 27 anos, vocais, Stephane Veneris, 27 anos, dança, Luqueta, 28 anos, violino. E começou em 2015, “nasceu o projeto da Mitra, música autoral com uma pegada oriental experimental com apresentação de dança ao vivo”. exclama Andrew Wallace. 

“Passamos por várias formações e experimentamos várias propostas desde então. Até recentemente, antes da pandemia, apresentamos eu na guitarra, alaúde e vocais, Lís Carvalho nos vocais, Lucas Morais (Luqueta) no violino e Stephane Veneris na dança. Junto com nossas canções autorais tocamos interpretações de músicas típicas e folclóricas de outras partes do mundo e de outras culturas, como da música árabe, indiana e da cultura Roma (cigana), também introduzimos no repertório músicas populares brasileiras com um arranjo nosso que funde ritmos e sonoridades orientais. Passamos a apresentar por um tempo com bases e batidas eletrônicas tocadas a partir do computador, mas geralmente apresentamos com músicos convidados nas percussões”. 

Lançamento

No início deste ano  o primeiro clipe oficial foi lançado de uma música chamada “Astrolábio”. “Fizemos uma produção totalmente independente, gravamos a música em casa e conseguimos o apoio de alguns amigos para fazer as filmagens e edição”.

O grupo afirma que a letra tem o objetivo de expressar a admiração que ambos têm pelo céu e pelas coisas que aprenderam sobre o mundo. “Essa letra foi escrita com o intuito de expressar esse sentimento misto de admiração, espanto, curiosidade, reverência e amor”.

Mitra acredita que desde tempos imemoriais a humanidade se esforça para compreender os céus e atribui a ele a origem de tudo que existe. “Através da paciente e consciente observação dos objetos que compõem a paisagem celeste aprendemos a nos guiar pelo cosmo, a prever estações, a navegar, e nos ajudaram a marcar o tempo de uma forma que melhoramos e muito nossa experiência na Terra”. Completa Wallace. A banda afirma que não só sempre estivemos certos sobre os céus serem a origem de tudo, pelo fato de que nas estrelas se forjam os elementos que compõem tudo que há, mas também com os céus aprendemos a viver mais e a criar vida. 

Por isso parte da letra da canção personifica o céu noturno e o infinito do espaço em uma história romântica. Brincando com as palavras “cópula” em alusão à “cúpula” celeste, e “gravidade” em alusão à “gravidez”, num sentido em que esse romance estaria dando origem ao mundo. Tudo isso testemunhado por pequenos seres aqui na Terra. conclui os integrantes. 

Essa e outras canções estão disponíveis no Youtube, e afirmam que estão em um processo de viabilizar as músicas em outras redes e também de gravação de novas músicas.

Trajetória 

No meio artístico as dificuldades estão sempre ligadas a encontrar meios financeiros de manter os projetos na ativa, esclarece os integrantes . “Apresentações que geram custos de transporte, alimentação e preparo que nem sempre são remunerados. Alcance e divulgação que também necessitam incentivo financeiro e ficamos sempre dependentes do apoio de amigos para que nossas divulgações e shows alcancem um público maior”.  

Imagem: Abder Paz

Os integrantes concluíram que o melhor show que já fizeram é difícil decidir já que, foram muitos momentos únicos onde os mesmos saíram super felizes e empolgados com o trabalho, que carrega toda a verdade como grupo e como amigos.

Suas principais influências são: Yemen Blues, Dhaka Brakha, Sevdaliza, Igorrr, Novos Baianos, músicas gitanas e de cultura popular brasileira.

E acreditam que a humanidade possui uma capacidade infinita para produzir beleza a partir de um mundo repleto de verdades horríveis e difíceis.  Esclarecem que cada geração de humanos produz sua própria interpretação da realidade e de seu tempo histórico criando a partir disso uma possibilidade de futuro inteiramente nova. Renovando as esperanças. “Acho que a função de cada artista é dar voz à parte dessa infinita capacidade humana de produzir algo belo, algo que possa afetar positivamente sua comunidade, de deixar um registro de seu próprio tempo e também deixar para as gerações futuras uma ideia de como o mundo pode ser”.

E para finalizar , acreditam que existe algo muito especial que acontece em suas apresentações ao chamar atenção para dança, uma expressão artística que tem tido pouco espaço na cena cultural que vinham presenciando. “É muito bonito ver principalmente as meninas se sentindo representadas e inspiradas por uma dançarina. Em uma apresentação um senhor nos disse que ver a nossa apresentação o encheu de esperança. Acho que essas pequenas coisas são grandes incentivos”.

Alô Valparaíso/Com informações