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Ginasta traça planos rumo às Olimpíadas de 2024: “Vou estar mais competitivo”

O pódio ficou bem perto de Caio Souza no Mundial de ginástica artística de Kitakyushu, no último fim de semana. O ginasta de 28 anos chegou ao último aparelho da final do individual geral na terceira posição. Uma queda no cavalo com alças, porém, fez o brasileiro acabar na 13ª colocação. Finalista também nas barras paralelas no Japão, o finalista olímpico se animou com o desempenho e traça planos rumo às Olimpíadas de Paris 2024.

– Quando acabou a minha competição do individual geral, todo mundo estava me dando parabéns. Eu não tinha notado que nos cinco primeiros aparelhos eu estava em terceiro. A queda no cavalo meio que ofuscou tudo. Hoje consigo analisar isso com a cabeça tranquila, e eu posso. Vou continuar dando meu 100% e vou melhorar minhas notas de partida. Vou estar mais competitivo. Esse Mundial me mostrou muita coisa, diferente dos outros que competi. O primeiro aprendizado que tive foi que eu posso. É a frase que vou levar para esse ciclo de Paris – disse o ginasta.

Caio Souza no Mundial de ginástica — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Caio Souza no Mundial de ginástica — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Campeão do individual geral nos Jogos Pan-Americanos de 2019, Caio Souza foi finalista da prova nos últimos quatro Mundiais e nas Olimpíadas de Tóquio, quando também foi à decisão do salto. Para subir um patamar e brigar pelo pódio, o ginasta estuda aumentar a dificuldade de algumas séries em que tem potencial de final, como as argolas e as barras paralelas. Além disso, precisa trabalhar o cavalo com alças, seu ponto fraco.

Caio Souza se apresenta na final das barras paralelas na final do Mundial de Ginástica Artística

No embalo de um ciclo olímpico mais curto de três anos até Paris 2024, Caio espera manter o embalo e a forma física. Ela vai ter 31 anos nas Olimpíadas, uma idade já considerada avançada para a ginástica. Mas o brasileiro acredita que pode se manter entre os melhores do mundo inspirado pelo romeno Marian Dragulescu (40 anos) e pela uzbeque Oksana Chusovitina (46 anos), que competiram em Tóquio.

– A gente tem exemplo de atletas mais velhos que continuam no auge. A gente teve a Chusovitina, o Dragulescu… Aqui no Mundial há atletas mais velhos que eu que ganharam medalha. A experiência também vai contar.

Alo Valparaíso/G1