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Bebê, ainda com cordão umbilical, é encontrada dentro de lixeira no Sol Nascente, no DF

Recém-nascida foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao hospital de Ceilândia; quadro de saúde é estável. Polícia Civil investiga caso.

Ao lado da esposa, sargento do Corpo de Bombeiros segura menina encontrada dentro de depósito de lixo, no DF; na foto, catador que escutou choro da criança e outros militares da corporação — Foto: Arquivo pessoal
Ao lado da esposa, sargento do Corpo de Bombeiros segura menina encontrada dentro de depósito de lixo, no DF; na foto, catador que escutou choro da criança e outros militares da corporação — Foto: Arquivo pessoal

Uma bebê foi encontrada dentro de uma lixeira, na manhã desta quarta-feira (5), no Sol Nascente, região do Distrito Federal. A recém-nascida ainda estava com o cordão umbilical. A criança foi socorrida e levada ao Hospital Regional de Ceilândia. O quadro de saúde é considerado “estável”.

O sargento do Corpo de Bombeiros José Marques contou que passeava durante a manhã com os cachorros, quando um catador de materiais recicláveis disse que escutou o choro de uma criança, vindo de dentro do “papa-lixo” – como é chamado o contêiner que recebe rejeitos no DF.

“Corri, tirei a camisa, embrulhei ela e a levei até minha casa. Chegando lá, minha esposa limpou a criança e acionamos os bombeiros”, contou o sargento.

O depósito de lixo em que a menina foi encontrada estava cheio, inclusive com restos de alimentos. O papa-lixo está localizado próximo à uma quadra de esportes da região.

Em seguida, militares do Corpo de Bombeiros levaram a criança até o hospital. A Polícia Civil informou que os agentes estão nas ruas para identificar quem abandonou a recém-nascida. O caso é investigado pela 19ª Delegacia de Polícia, do P Norte, em Ceilândia.

Bebê foi encontrada em meio ao lixo, no DF — Foto: Arquivo pessoal
Bebê foi encontrada em meio ao lixo, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Entrega voluntária

Abandono de incapaz é crime e pode resultar em pena de prisão de até três anos, segundo o Código Penal. Entretanto, o Distrito Federal conta com o programa de entrega voluntária, da Vara de Infância e Juventude (VIJ).

A medida garante o direito à entrega, protegendo mulheres e crianças. A mulher que decide entregar o filho à adoção tem acompanhamento psicossocial e também do sistema de Justiça. O hospital onde ela ganha o bebê recebe um documento com essa informação.

Depois do parto, assim que tiver condições de saúde, a mulher passa por uma audiência para confirmar ou não o desejo de entregar o recém-nascido. A mulher tem assistência jurídica da Defensoria Pública em todo o processo.

“Se a mulher não quiser mesmo ficar com a criança, o juiz pode dar uma sentença de extinção do poder familiar e, assim, a criança será liberada para ser cadastrada e apresentada para uma família habilitada pela Justiça”, explica a Vara da Infância.

Fachada da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, em imagem de arquivo — Foto: Raquel Morais/G1
Fachada da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, em imagem de arquivo — Foto: Raquel Morais/G1

Como ser atendida

A Vara da Infância conta com alguns atendimentos presenciais urgentes, que estão sendo agendados. Entre eles, está o atendimento de gestantes e mães que desejam entregar bebês para fins de adoção.

Para isso, a mulher pode escolher entre os meios de contato abaixo:

  • Mandar mensagem para o Whatsapp do serviço de adoção: (61) 99272-7849
  • Mandar e-mail para: sefam.vij@tjdft.jus.br
  • Ligar para a assessoria técnica da VIJ, (61) 3103-3388 entre 12h e 19h, de segunda a sexta-feira

Ao fazer contato, a grávida ou mãe deve solicitar agendamento para atendimento psicossocial de urgência. Em seguida, o serviço de adoção entrará em contato para o atendimento presencial

“Se a gestante ou mãe que tiver dificuldades de locomoção ou transporte, a VIJ disponibilizará a condução. E se preferir, uma equipe técnica pode ir até a casa da gestante fazer uma visita de urgência.”

Alô Valparaíso/Com informações G1