A Polícia Civil tenta localizar o corpo da universitária Thayná Ferreira Alves, de 21 anos. Ela desapareceu em fevereiro deste ano em Valparaíso de Goiás. O padrasto da jovem, o empresário Waldezar Correiro de Matos, de 65 anos, foi preso suspeito de matar a enteada. Em depoimento, ele negou o crime.

O delegado Rafael Abrão informou que conseguiu a quebra do sigilo telefônico do suspeito. “Nós temos um material de dados telefônicos que nos mostram a localização dele no dia do fato através das torres de telefonia. Estamos analisando esses dados e mapeando toda essa região para especificar um local de provável desova desse corpo para iniciar as buscas”, disse

A polícia já descobriu que o suspeito esteve uma área da zona rural de Cidade Ocidental entre as 14h e 17h no dia do desaparecimento da jovem. Agora, a polícia está fazendo um mapeamento da região.

Prisão

O empresário Waldezar Correiro de Matos foi preso na quinta-feira (25), suspeito do crime. Laudos apontaram a presença de sangue nas roupas e na bainha de uma faca do padrasto de Thayná. A polícia ainda aguarda o resultado de exames para saber se o sangue é da jovem desaparecida.

O delegado regional Rodrigo Mendes, a motivação para o crime seria uma discussão entre a enteada e o padrasto, que ocorreu em dezembro de 2016, no aniversário da mãe da jovem. Ele explicou que, na ocasião, Thayná riscou o carro do empresário e denunciou à polícia que o homem tinha uma arma.

“Na época ele foi preso por causa da posse da arma. O que teria gerado tudo isso foi uma discussão sobre uma festa surpresa que a universitária teria feito para a mãe. Ao ver a preparação da festa o padrasto teria virado a mesa do bolo e sido verbalmente agressivo com ela”, detalhou.

Conforme Mendes, a prisão do empresário é temporária, ou seja, tem duração limitada a 30 dias, mas pode ser prorrogada por mais 30 ou convertida em preventiva. A polícia ainda investiga se o suspeito teve a ajuda de outra pessoa para cometer o crime.

Desaparecimento

Familiares e amigos fizeram buscas diárias pela jovem desde o desaparecimento dela, em fevereiro deste ano. A estudante foi vista pela última vez pelo padrasto. Imagens de câmeras de segurança mostraram quando os dois saem de carro para que ele a deixasse em um ponto de ônibus na BR-040 (assista acima). Desde então ela não foi mais vista.

A dona de casa Jussara Ferreira, mãe da jovem, havia dito em entrevista à TV Anhanguera que nunca parou de procurar a filha.

“Foram três meses de muita procura, por todos os lugares, às vezes as pessoas ligam para mim falando que a viram em algum lugar, e eu vou lá”, disse.

Via G1-GO