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Animais no Verão: cuidados com seu pet no calor

Segundo a polícia, ele filmou a cena para chantagear a mulher a reatar a relação. Crimes de ameaça e maus-tratos aconteceram em janeiro, mas o homem fugiu da cidade e só foi achado nove meses depois.

Você já deve ter percebido: os cães e os gatos não transpiram como nós. Ao contrário dos seres-humanos, estes animais possuem pouquíssimas glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo. A maior parte delas fica localizada nos coxins, as almofadinhas das patas. Uma região pequena, que não é suficiente para controlar a temperatura de todo o corpo dos animais no verão. Abaixo, falaremos um pouco mais sobre calor e mostraremos outros riscos e cuidados que devemos ter com os nossos pets nessa época do ano.

1. Hipertermia em Animais

Quando o ser-humano é exposto ao calor, as células sudoríparas, especializadas em expulsar água e vapor, entram em ação imediatamente. No entanto, o corpo de cães e gatos é diferente, e eles não conseguem realizar este processo de forma eficaz. Por isso, é muito importante que o pet tenha à disposição água, sombra e superfícies frias, para se refrescar.

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Os animais no verão que não conseguem encontrar uma forma de resfriar o corpo, acabam aumentando a ventilação pulmonar (ficam ofegantes). Em certa medida, este processo de troca de calor é normal e funciona. Mas devemos lembrar que esse tipo de respiração é menos eficiente do que a transpiração. Caso o animal continue exposto ao calor excessivo, ele poderá ficar demasiadamente ofegante, entrar em “agonia respiratória” e sofrer uma hipertermia. Os principais sintomas são:

  • Hipersalivação;
  • Respiração ofegante acima do normal;
  • Pele muito quente;
  • Batimento cardíaco acelerado;
  • Cansaço, fraqueza, indisposição.

Durante a hipertermia, a temperatura do animal pode chegar aos 42ºC. Isto pode provocar vômito, coagulação intravascular disseminada, edema pulmonar, parada cardíaca e, até mesmo, coma e ou morte.

Atenção: As raças de cães e gatos que apresentam focinhos curtos correm maior risco de sofrer hipertermia. Isso por conta da dificuldade anatômica natural que estes animais têm para respirar e, consequentemente, perder calor. Por isso, donos de gatos Persas e cães como como os Bulldogs, Pugs, Boxers, Shithsus, Lhasas Apso, entre outros, devem ter cuidados redobrados.

Durante os dias de calor intenso, lembre-se sempre de adotar os seguintes cuidados com o seu pet:

  • Mantenha água limpa e fresca sempre à disposição;
  • Mantenha o animal em local com sombra e circulação de ar constante;
  • Nunca deixe o animal sozinho dentro do carro;
  • Não estimule atividades físicas nos horários de maior calor.

2. Queimaduras nas Patas

Imagine caminhar sobre o asfalto quente até sofrer uma queimadura grave na sola dos pés. Dor extrema, traumas e infecções são algumas das consequências. Este, contudo, é um dos principais problemas que identificamos no consultório: animais que sofrem com os coxins, as almofadinhas das patas, queimadas. Um cuidado fundamental que devemos ter com os animais no verão.

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Não podemos esquecer que, ao contrário de nós, os animais não costumam usar sapatos. A camada de gordura presente nas patinhas dos pets ajuda a isolar a temperatura, mas não é suficiente contra o asfalto e a areia quente do verão.

Fique atento: faça os passeios com o seu animal antes das dez da manhã e depois das quatro da tarde, períodos nos quais o sol não está muito intenso. Se a temperatura do chão estiver quente para você, também estará quente para o seu companheiro de caminhada.

3. Insetos e Parasitas

As temperaturas mais altas e a grande umidade favorecem a proliferação de pulgas, carrapatos, mosquitos e moscas. Neste caso, conversar com o veterinário é fundamental para realização de exames, regular as doses de produtos contra ectoparasitas e, inclusive, de banhos, que podem diminuir a ação dos mesmos.
Manter a pelagem curta ajuda na visualização de possíveis parasitas. Observe se eles estão presentes e se existem marcas de picadas, manchas avermelhadas ou hematomas na pele do seu animal.

Cães e gatos também sofrem com mosquitos que podem transmitir doenças, como a Dirofilariose e a Leishmaniose. As picadas geralmente acontecem nas regiões sem pêlo, como a ponta do nariz, abdômem, orelha e ao redor dos olhos. Fique atento também a estas marcas. Os animais costumam coçar intensamente estes locais caso tenham sido picados.

O verão também é uma época propícia para as moscas, que depositam larvas. Por isso, mantenha os ferimentos do seu animal – caso tenha – sempre protegidos e cobertos. Também são comuns as moscas que depositam larvas em pele sem ferimento, conhecidas como Bernes. Telas nas janelas, sprays e repelentes podem ajudar. Converse com o veterinário. Ele irá lhe oferecer a opção adequada para o seu caso.

4. Câncer de pele e os animais no verão

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Esta é outra grande preocupação, especialmente para os animais com a pele muito clara ou rosada. A incidência de câncer de pele em cães e gatos está crescendo, e o risco para os animais no verão é ainda maior.

Evite expor cães e gatos excessivamente ao sol, especialmente nos horários próximos ao meio-dia. Eles podem desenvolver carcinomas, principalmente nas áreas sem pêlos. Gatos brancos, albinos, cães como o Pitbull ou o Boxer brancos ou claros, que tenham as pontas do nariz, orelhas, o entorno dos olhos e o abdômen despigmentados, fazem parte do grupo de risco.

Atenção: o câncer é uma doença silenciosa. O estágio clínico agudo acontece, normalmente, na fase terminal. Manchas e caroços na pele do animal podem ser sinais de alerta. Converse com o veterinário. Esta doença é agressiva e pode ser evitada com orientação, sombra e com o uso de protetor solar, especialmente no verão.

Alô Valparaíso/Digital Pet