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Acusada de politicagem e cinismo em plena sessão da Assembleia, deputada Lêda Borges recua e aprova decretos de calamidade

“A deputada Lêda coloca mais na politicagem”, disse o deputado Paulo César Martins, ao comentar o Estado de Calamidade

Após de ser chamada de “cínica e politiqueira”, durante sessão on-line da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), realizada na quinta-feira (23/04), a deputada Lêda Borges (PSDB), recuou seu discurso contra a decretação de Calamidade Pública nos municípios de Goiás e votou a favor da medida.

Depois do prefeito de Valparaíso de Goiás, Pábio Mossoró (MDB) solicitar o Estado de Calamidade no município, por conta da crise ocasionada pela pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19), a parlamentar havia discursado contra os decretos e foi duramente contestada, em transmissão ao vivo da Alego.

Na tarde de ontem, além de aprovarem a medida, um dos deputados – Paulo César Martins (MDB), afirmou que Lêda estava agindo por politicagem e com cinismo (acompanhe pelo vídeo). “Agora a calamidade, na verdade. Tanto que demos para o governador, como a deputada está colocando. Que a deputada Lêda, ela coloca mais na politicagem. Ela não faz o sentido real da nossa necessidade. Até com essa cara cínica que ela tá fazendo uma risada. Mas na certeza é que nós precisamos fazer um papel de responsabilidade”, afirmou.

Política e pandemia

Ao aprovar os decretos de calamidade, a psdebsita deixou “falando sozinhos” os vereadores de sua base, em Valparaíso. Eles haviam enviado à Assembleia, ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) e Ministério Público (MP-GO), um Requerimento Legislativo pedindo a nulidade do decreto no município, alegando ser uma medida desnecessária.

Contudo, na sessão do dia 23 de abril, a deputada votou a favor da calamidade. Os decretos de Calamidade Pública são fundamentais para os prefeitos enfrentarem a pandemia da Covid-19, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconheceu o estado de calamidade pública em todo mundo, afirmando que as medidas de prevenção e enfrentamento ao coronavírus gerarão uma série de custos não previstos.

O Estado de Calamidade é declarado em situações que demandam uma ação rápida e eficaz por parte da administração pública, as quais trazem reflexos orçamentários.

Da Redação do Alô Valparaíso

Lêda Borges é acusada de ser politiqueira e cínica. (Foto: Reprodução/Vídeo)