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A importância da alfabetização financeira

Uma pesquisa da consultoria Standard & Poors sobre o índice de alfabetismo financeiro no mundo, em 2014, aponta que 30% da população mundial é considerada “alfabetizada financeiramente”.

De acordo com a Secretaria de Economia do Distrito Federal, Ser uma pessoa financeiramente alfabetizada significa entender os conceitos básicos de finanças pessoais como taxa de juros simples, juros composto, inflação e risco de modo a possuir o conhecimento e a confiança para tomar decisões financeiras responsáveis. Ela engloba tanto o conhecimento mais matemático das finanças (como fazer cálculos) quanto a capacidade de aplicá-las no mundo real.

Em um ambiente financeiro cada vez mais sofisticado, surgimento das fintechs, implantação do PIX, que é a plataforma do Banco Central do Brasil que vem para facilitar os pagamentos e transferências bancárias, taxa SELIC em níveis mais baixos da história e certa facilidade de crédito face à pandemia do Covid-19, é cada vez mais evidente a necessidade de as pessoas estarem bem informadas sobre finanças e gestão financeira.

O conhecimento básico sobre elementos de finanças torna-se mais importante em ambientes nos quais o desemprego e a queda de renda são mais presentes, como é o caso do Brasil. No país, essa deficiência também tem muito a ver com a frágil base educacional, principalmente no ensino da matemática. O grande desafio, contudo, é como dar às pessoas o mínimo de informações sobre finanças capaz de ajudá-las a sobreviver nesse ambiente cada vez mais complexo. 

Luzia de Freitas de 41 anos doméstica desde os 20 conta que faz o possível para manter suas finanças atualizadas em sua agenda para não perder o controle. ‘’Como mãe solteira e a única que trabalhava em casa sempre tive que ter cuidado para saber onde meu dinheiro estava entrando, e separar tudo para que não houvesse contas pendentes e nenhuma necessidade básica faltando, anoto tudo que gasto e tenho metas mensais a guardar, e assim consegui comprar minha casa meu carro e dar aos meus filhos uma educação de qualidade’’.

Em fevereiro deste ano, foi criada, em Brasília, a startup Pricebook!, que funciona de forma customizada, na qual o usuário cadastra os produtos que normalmente compra, como produtos alimentícios, de higiene pessoal, de limpeza, remédios, entre outros. Tudo isso através da simples leitura do código de barras.

Assim, o usuário pode, toda vez que fizer as compras, verificar como o preço atual dos produtos se comporta em relação ao preço da última compra. O Pricebook! está disponível gratuitamente para download nos sistemas IOS e Android, e o usuário pode acompanhar a evolução do histórico de preços dos produtos de compra recorrente. De acordo com os criadores a plataforma foi desenvolvida, pensando em reforçar e estimular o entendimento sobre finanças e a importância do dinheiro ao longo do tempo, trabalhando, assim, na prática, um dos pilares do conceito de “alfabetismo financeiro”: o pilar da inflação.

O CEO do Pricebook!, Paulo Melo, PhD em Inovação,afirma que o aplicativo e de grande utilidade a sociedade “o resultado real é poder ver o usuário ter, na palma da mão, a informação que vai permitir que ele, de forma consciente, tome a melhor decisão de compra. É a tecnologia a serviço de aumentar o alfabetismo financeiro e, ao mesmo tempo, fazer com que ele possa economizar nas suas idas ao supermercado”. 

Dicas para a educação financeira

– Comece com a autoavaliação: É preciso saber qual é a sua situação financeira atual antes de partir para a estratégia.

Coloque tudo no papel: Qual é o valor do seu salário?

Quanto desse dinheiro é destinado para despesas fixas?

E as variáveis?

Existe espaço para investimento?

Quanto você gasta com compras supérfluas?

– Saiba fazer o seu planejamento: Defina objetivos de curto, médio e longo prazo.

Trabalhe com um cronograma: É preciso saber o que deve ser feito e quanto você tem à disposição para cada meta.

Seja realista: O que você quer para o próximo mês? E para o próximo ano? Passe a estabelecer metas racionais e se esforce para progredir.

Redação Alô Valparaíso