Empossado ontem (1) prefeito de Valparaíso de Goiás, o tucano Pábio Mossoró enfrentou a descrença de alguns no início de sua exitosa campanha, bem como a fama de ser apenas um boneco de ventríloquo da ex-prefeita e deputada estadual, Lêda Borges, sua correligionária e madrinha política.

Em sua posse, Pábio não segurou as lágrimas. Isso é um ótimo sinal. Um gestor deve, acima de tudo, ser humilde e humano. Talvez foram dois pré-requisitos que a ex-prefeita, Lucimar Nascimento (PT), não apresentou.

Durante seus quatro anos de gestão, Lucimar teve como principal parceiro o ar condicionado de seu gabinete. Ouviu pouco e, portanto, quase não fez nada. Tudo indica que, com Pábio, as coisas serão diferentes.

Quando um gestor sai às ruas e ouve o povo que governa, mesmo que o estado esteja passando por uma crise econômica, as dificuldades serão compreendidas com mais facilidade. Quando não sai, a insatisfação popular é canalizada nele, não em fatores externos, que, de fato, contribuem bastante para aumentar as dificuldades e deixá-lo impotente.

Com Fernando Henrique à frente do país, o PT esqueceu das avassaladoras crises internacionais que ele enfrentou. Com Lucimar, o PT valparaisense utilizou a desculpa da crise nacional, gerada pelo próprio partido, para eximi-la da responsabilidade. Não colou.

A crença de que estava com a mão na taça fez com que Afrânio Pimentel (PR), adversário de Pábio, perdesse a eleição por ampla diferença. Enquanto isso, o humilde Mossoró não cedeu à vaidade.

Em breve, a lua de mel com o povo deve acabar. Começarão as cobranças, o que é natural. A humildade de Pábio pode, mais uma vez, ser o diferencial para reconstruir uma cidade quebrada pelo PT, com vários problemas nas áreas de saúde, educação, segurança pública etc.

Mesmo com o amplo apoio político que recebe no estado de Goiás, o novo prefeito de Valparaíso vai ter que contar com a sorte e a compreensão do povo que o elegeu.

Via Blog do Fred Lima